Ampliação de unidade da Rede Lucy Montoro eleva atendimentos em 50%

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A unidade do Jardim Umarizal, em São Paulo, do Centro de Reabilitação Lucy Montoro deve ampliar sua capacidade de atendimento em 50% com as novas instalações que serão inauguradas nesta quarta-feira (4). A unidade da Zona Sul da capital foi a primeira da rede mantida pelo governo estadual a ser inaugurada, em agosto de 2001. A rede conta, atualmente, com 14 unidades em funcionamento, sendo cinco delas na capital. Até o final do ano, estão previstas as inaugurações de mais cinco unidades.

Com a ampliação do Jardim Umarizal, passarão de 60 mil para 90 mil por ano os atendimentos a pessoas com deficiência física em processo de reabilitação, como pacientes com sequela de acidente vascular encefálico, trauma crânioencefálico, doenças neurodegerenativas ou reumatológicas, lesões ortopédicas e crianças com atraso no desenvolvimento neuromotor. Além disso, será incluído o atendimento para pessoas que sofreram amputações e lesões medulares.

Linamara Rizzo Battistella, que está à frente da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destacou a importância da ampliação da unidade. “Nós aprendemos muito com esta unidade do Jardim Umarizal, pois foi a nossa primeira. Aprendemos que tínhamos de sair de dentro das quatro paredes e ir ao encontro dos pacientes. Por isso, foi um ponto marcante dentro desse programa. Desde 2000, o governo vem fazendo esse esforço de tratar essas pessoas de um modo especial. Esse esforço é permanente”, afirmou.

Segundo a secretária, o centro de reabilitação foi totalmente modernizado e está “100% acessível”, o que significa que atende à Lei da Acessibilidade, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

“Colocamos como 100% acessível para chamar a atenção mesmo, para despertar essa curiosidade. Tem a lei, mas não tem aplicação. E a questão da acessibilidade é não ter qualquer barreira arquitetônica ou ambiental. É uma lógica hoje. Em um centro de reabilitação, isso é imprescindível”, explicou Linamara.

Com investimento de cerca de R$ 3,4 milhões, a unidade passará a contar também com um laboratório de robótica, no qual estarão disponíveis equipamentos de alta tecnologia, como dois InMotion, que estimulam a movimentação dos membros superiores, e a Ergys, uma bicicleta ergométrica associada a um estímulo elétrico funcional que auxilia o paciente com lesão medular a realizar exercícios ativos com a musculatura dos membros inferiores, contribuindo para maior qualidade nas funções orgânicas.

“Nenhuma clínica particular de reabilitação dispõe desses equipamentos, pois são muito caros. A robótica traz uma oportunidade no tratamento, pois integra valor à reabilitação de forma integrada, com exercícios, o trabalho motor e o estímulo cognitivo. O objetivo é garantir uma grande motivação do paciente. O desafio proposto pela máquina estimula o paciente e os resultados aparecem mais rapidamente. A tecnologia veio agregar qualidade ao tratamento da reabilitação”, destacou a secretária.

Além da ampliação das salas de atendimento e da área administrativa, foram criados 12 novos espaços: dois consultórios para terapia individual, três salas de atendimento em grupo, um ginásio terapêutico, um posto de enfermagem, uma sala para avaliação isocinética, uma sala para atendimento exclusivo da Ouvidoria e mais três salas para oficinas terapêuticas.

De acordo com Linamara, o centro do Jardim Umarizal é referência em reabilitação para a Zona Sul da capital, com condições de atender 100% da demanda da região, recebendo também pacientes de municípios próximos, como Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo.

No centro, os pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados. Os pacientes ganham órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

“É tudo customizado. São tiradas todas as medidas para a confecção das próteses, treinamento adequado para a utilização destas para que não sofram outras lesões, recebem os medicamentos que serão aplicados no tratamento. O objetivo é fazer com que esse amputado volte à sociedade”, finalizou Linamara.

Fonte: G1 São Paulo

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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