Número de meninas com autismo pode ser maior do que o estimado

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O autismo é um distúrbio quatro vezes mais prevalente no sexo masculino do que no feminino – é o que apontam os estudos epidemiológicos sobre o assunto. Os especialistas no assunto ainda não sabem ao certo o motivo dessa diferença, mas acreditam que ela pode ser explicada pelo fator genético. Um time de pesquisadores australianos, porém, acredita que é mais difícil fazer o diagnóstico de autismo em meninas do que nos meninos. Por esse motivo, talvez existam muitas jovens autistas sem o diagnóstico do distúrbio.

“Os meninos costumam ter mais problemas de comportamento, como hiperatividade, do que as meninas, então eles são levados ao médico para serem avaliados com mais frequência do que elas”, diz Tamara May, pesquisadora da Universidade Monash, na Austrália, e coordenadora de um estudo sobre o assunto.

A pesquisa de Tamara, publicada na edição deste mês do periódico Journal of Autism and Developmental Disorders, analisou 56 crianças de 7 a 12 anos diagnosticadas com autismo e outras 44 crianças da mesma idade que não tinham o distúrbio.

O estudo não encontrou, entre as crianças autistas de ambos os sexos, diferenças significativas nos sintomas relacionados à condição. No entanto, os autores observaram que os meninos são mais propensos do que as meninas a apresentar outros distúrbios comportamentais não específicos do autismo, como a hiperatividade. E, consequentemente, são levados com mais frequência a consultas com médico ou psicólogo. "Trata-se de problemas comportamentais que os pais observam e dizem: ‘Tem algo de errado com essa criança, vamos levá-la a um psicólogo ou médico para ela ser avaliada'", diz Tamara.

Ou seja, embora o quadro de autismo seja semelhante entre meninos e meninas, o estudo concluiu que garotos têm mais problemas de comportamento que facilitam o contato com um especialista e o diagnóstico correto.

Fonte: Veja

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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