Catarinense de 21 anos desenvolve mão robótica acionada por webcam

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Um estudante catarinense de 21 anos desenvolveu uma mão robótica acionada por webcam e foi premiado pela invenção em um concurso promovido pela Intel. Kevin Guimarães é aluno da sexta fase do curso de Sistemas Eletrônicos do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em Florianópolis. O próximo passo, segundo o jovem, é trabalhar na construção de um robô.

"Já tinha feito um braço que se move com os sensores do Kinect e agora criei a mão. Depois vou criar uma perna e fazer um robô completo. Quero começar a estudar isso nas próximas férias", disse o estudante, em entrevista ao G1. 

Kevin participa de um grupo de pesquisa do IFSC que busca desenvolver aparelhos automatizados a partir da interação de gestos humanos com a eletrônica. Com os aperfeiçoamentos necessários, os produtos desenvolvidos pelo jovem podem ser usados na Medicina, na indústria (para evitar manuseio de equipamentos considerados perigosos por seres humanos, por exemplo) e na segurança do trabalho.

O Intel Perceptual Challenge Brasil buscava ideias de interação e interatividade com a nova câmera da Intel, a Perceptual. A empresa abriu inscrições e, de um total de 103 inscritos, 30 participantes foram selecionados para receber a câmera e desenvolver seus projetos em pouco mais de 30 dias.

De acordo com a Assessoria do IFSC, além de ser o único estudante selecionado, Kevin foi também o único a criar um projeto voltado a outro tipo de uso que não só games. A premiação ocorreu na semana passada, em São Paulo. Ele ficou em segundo lugar. O primeiro colocado foi Alexandre Ribeiro, com um aplicativo de jogo que simula a brincadeira de soltar pipa.

“A maioria dos participantes representavam empresas e fizeram aplicativos para uso em videogames. Fiz a mão porque tenho o sonho de construir um drone completo e achei que era um bom começo”, explicou o jovem. Como prêmio, Kevin recebeu um notebook e um celular. Ele contou ainda que durante o evento de premiação foi procurado por empresas, escolas de robótica querendo que ministrasse cursos. "Foi muito bom e rendeu muitos contatos. Já fizeram até oferta em dinheiro pelo meu código”, orgulha-se.

Fonte: G1