Campanha com manequins ‘reais’ quer promover aceitação de pessoas com deficiência

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O que é perfeição? Mulheres com noventa centímetros de busto e quadril com 60 de cintura? Homens com peitoral definido e 1,80 m de altura? O Saúde Plena já falou como os padrões de beleza quase nunca andam lado a lado com a realidade da maioria das pessoas e agora vamos mostrar a iniciativa de uma organização internacional para pessoas com deficiência que pretende, em sua nova campanha, ampliar ainda mais esse questionamento. A Pro Infirmis levou para vitrines de lojas de Zurique, na Suíça, manequins nada convencionais. Eles foram inspirados em corpos reais de pessoas com diferentes tipos de deficiência.

“Porque quem é perfeito? Aproxime-se” é o nome da campanha e, assim como os manequins 'reais' chocaram e sensibilizaram os moradores de Zurique, seu vídeo de divulgação também tem impactado pessoas mundo afora. Nele é possível ver o processo de produção desde a tiragem de medidas dos convidados até a adaptação dos manequins.

Os corpos de cinco pessoas com deficiência foram reproduzidos em tamanho real: o radialista e crítico de cinema Alex Oberholzer, a miss Jasmin Rechsteiner, o paratleta Urs Kolly, o ator Erwin Aljukic e a blogueira Nadja Schmid. Além de atuarem em áreas distintas, cada um deles tem uma deficiência diferente. Urs é um corredor sem a parte inferior da perna direita, Jasmin tem má formação da coluna, Nadja usa cadeira de rodas, Alex não tem a mão nem o pé direitos e Erwin, tem uma doença nos ossos de origem genética que resultou em membros bem finos e, por isso, precisa de muletas para se locomover.

As peculiaridades de seus corpos foram reproduzidas de maneira fidedigna. Uma vez nas vitrines, seus manequins foram vestidos para deixar cada 'imperfeição' visível e provocar quem passasse pela rua. A intenção é clara: convidar à reflexão sobre a aceitação da pessoa com deficiência.

No Brasil, o grupo de pessoas com algum tipo de deficiência – seja visual, auditiva, motora, mental ou intelectual – ultrapassa os 45 milhões, chegando à 23% da população. Quase 39 milhões delas vivem em áreas urbanas e pouco mais de sete milhões residem em regiões rurais. A estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) é de que cerca de um bilhão de pessoas no mundo tenham deficiência. Aproximadamente de 80% delas vivem em países em desenvolvimento.

Fonte: Saúde Plena

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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