Acessibilidade pode ser nicho para pequenas empresas

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Mais de 45,6 milhões de brasileiros (24% da população) declararam ter alguma deficiência, segundo o Censo de 2010 do IBGE. Mesmo assim, essa parcela da sociedade carece de serviços e produtos. “Foque seu negócio na acessibilidade. E, se tiver outro negócio, foque na acessibilidade também”, enfatizou o educador Nelson Junior, consultor em acessibilidade, Libras e Braille, durante palestra na Terceira Feira do Empreendedor do Sebrae, em São Paulo.

Há mais de 20 o Brasil dispõe de uma lei que obriga grandes empresas a contratarem deficientes – o que ajudou essas pessoas a terem renda. “Cego compra e compra bastante. Estamos ganhando dinheiro, pois entramos no mercado de trabalho”, comenta o locutor de rádio Celso Bianchi Colette.

A empresária Patricia Tamani, que trabalha com impressão em braile há 12 anos, diz que sua área de atuação está crescendo. Um restaurante que oferece versão em braile do cardápio, por exemplo, fidelizará um cliente – e trará novos, pela propaganda boca a boca.

O instrutor de Libras Ademir Toledo Piza dá outro exemplo. Na sua área, o mercado está tão aquecido que faltam profissionais. Segundo ele, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a segunda do país em número de usuários. “É uma questão de tempo. Vai ‘bombar’ daqui a três anos, o que é tempo suficiente para se especializar”, aposta Nelson Junior. “Professor de inglês não é mais luxo, mas de Libras, sim.”

“Muitos empreendedores pensam que investir em acessibilidade é gastar dinheiro e não vê como negócio”, analisa Nelson Junior. Um sinal disso era o próprio público do debate sobre acessibilidade na feira do Sebrae: o local tinha menos gente que outros ministrados no mesmo horário.

As áreas de atuação são muitas. Muitas empresas têm dificuldade de encontrar um profissional capacitado com deficiência, o que mostra que capacitação profissional para esse grupo é um nicho promissor. Estabelecimentos e instituições precisam ser adaptados, o que gera possibilidades para os setores de construção e de objetos relacionados à acessibilidade. Tradutores de libras e revisores de braile são profissionais requisitados, o que traz vantagens para quem estar no setor da Educação, por exemplo.

“Além de você ter lucros, está colaborando com a acessibilidade”, diz Nelson Junior.

Fonte: Terra

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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