Ignorar aviso em vagas destinadas a pessoas com deficiência gera transtornos e multa

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É muito comum encontrarmos motoristas parados, sem necessidade, em vagas especiais para pessoas com deficiência física em São José do Rio Preto (SP). Sempre há uma desculpa, a maioria diz que é só um minutinho.

O que para alguns motoristas são só uns minutinhos, para a pessoa com deficiência que tem vaga garantida por lei é o início de um transtorno. Como muitos têm a mobilidade reduzida, fica difícil estacionar longe de onde se pretende ir.

A médica Miriam Mari Martins sabe muito bem o que é isso. Ela tem dificuldades para andar e precisa da vaga especial sempre que sai de casa.  Em frente ao seu consultório, o estacionamento nem sempre é respeitado. “Atrapalha a gente, para que tenhamos uma vida comum, já que não somos tão comuns assim. Onde tem vaga para deficiente, o minutinho de cada um vira o dia todo”, comenta.

Muita gente esquece que estacionar em local em desacordo com a sinalização é uma infração de trânsito, com punição de multa e pontos na carteira. “É uma infração leve, com três pontos na carteira e R$ 53 de multa, mas o veiculo é removido mediante guincho no PAT”, explica o tenente da Polícia Militar Ederson Pinha.

Em Marília (SP), o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Deficiente chamou a atenção de motoristas ao colocar cadeiras de roda nas vagas rotativas comuns de estacionamento, no centro da cidade. A ideia era conscientizar os motoristas, já que as pessoas com deficiência muitas vezes encontram veículos de pessoas sem necessidades especiais em locais reservados.

Foi depois de ver essa campanha que o consultor Fernando Sérgio Ferreira teve a ideia de colocar uma mensagem abaixo da placa que reserva uma vaga especial. Para ele, o simples gesto é uma maneira de dar chamar a atenção de quem não se importa com o próximo. Todos os dias, Fernando acompanha as dificuldades de quem precisa parar ali. “Às vezes, tem um ou dois veículos não autorizados e as pessoas não estão nem aí, elas se esquecem do problema dos outros, que é mais grave”.

Os motoristas com deficiência física precisam de um cartão próprio para estacionar nas vagas especais. Eles devem procurar a Secretaria de Trânsito, Transportes e Segurança ou o Poupatempo pra fazer esse cartão. É preciso apresentar laudo médico comprovando a deficiência.

Fonte: G1

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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