Dor ‘fantasma’ incomoda menino atacado por tigre

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Em reabilitação desde que teve o braço direito amputado após ser atacado pelo tigre Hu, no zoológico de Cascavel, o estudante Vrajamany Rocha, de 11 anos, ainda sofre com dores “fantasmas” no membro que já não existe mais. Esse tipo de dor é normal em casos de amputações e, na maioria dos casos, perduram durante vários meses, mas podem ser amenizadas com exercícios.

“A dor fantasma nos assustou muito no começo. Assim que regressamos de Cascavel essas dores se acentuaram e chegaram a incomodá-lo bastante”, conta a mãe Mônica Fernandes Santos, mãe de Vrajamany.

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O garoto passou por uma triagem em um centro de reabilitação na cidade de São Paulo onde mora, e deve iniciar na próxima semana o tratamento com fisiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, entre outros profissionais.

Desde a última quarta-feira (27), um portal na internet chamado Menino do Tigre está no ar com pedidos de doações para o tratamento do garoto. Segundo Mônica, a ideia de criar um site partiu de amigos que conheciam as dificuldades financeiras da família. Ela conta que pelas redes sociais muitas pessoas demonstraram interesse em acompanhar o desfecho do acidente e a evolução clínica de Vrajamany. No site ela pretende interagir com os internautas.

A página não traz nenhuma mensagem do garoto, apenas da mãe, que descreve o próprio perfil. Duas fotos do garoto foram postadas, uma retirada da internet que mostra ele alimentando o tigre e outra já em casa, após a amputação do braço. Na página, há um link para pessoas interessadas em fazer uma doação.

Mônica enfatiza que muitos podem interpretar que ela esteja tirando proveito financeiro do fatídico caso. “Algumas pessoas enxergam situações negativas onde não existem. Porém, as manifestações de carinho, apoio e orações são tantas pela rede social – de pessoas que nem conheço pessoalmente – que presumo que todos estão nos apoiando”, diz.

Processo

Mônica usou o Facebook para esclarecer que o advogado paulista que está atuando no caso defende apenas o pai do menino, que é investigado pela polícia por permitir que Vrajamany alimentasse o tigre, mas não representa a família. “Por isso qualquer ideia de processar o zoo, prefeitura, etc. não condiz ou expressa nossa vontade”, afirmou.

Segundo Mônica, no momento a família está reunindo forças para seguir o caminho. “A vida continua e nas palavras do meu filho Vrajamany Rocha, não devemos olhar para trás”, escreveu.

Fonte: CGN