Edu Camargo, participante do programa “The Voice”, vence deficiência visual e ajuda a família como cantor

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Edu Camargo descobriu o talento musical que mostrou no palco do The Voice Brasil desde muito cedo. Influenciado pelo pai, pela irmã Simone e pelas aulas de música no Instituto de Cegos Padre Chico, o paulistano decidiu que seguiria carreira musical já com sete anos. O talento precoce contribuiu para que Edu ajudasse no sustento da casa desde os 12. Ele e a irmã formaram uma dupla e se apresentavam na noite de São Paulo. "A música mudou a nossa vida", garante Edu.

"Meu pai, Joaquim, faleceu quando éramos muito pequenos, e minha mãe cuidava da gente sozinho. Começamos a cantar e ajudar em casa. A música foi um verdadeiro divisor de águas na nossa família", explica o cantor. "Compramos nosso primeiro rádio, ajudamos a trocar os móveis e a comprar roupas e sapatos", relembra Simone, três anos mais velha que Edu. Os irmãos nasceram com glaucoma congênito e são cegos desde a infância.

Os dois cantavam juntos interpretando diferentes estilos, de música sertaneja a Beatles. Eduardo costumava soprar as letras que a irmã esquecia. "Ele cantava a estrofe antes, no estilo que o Padre Marcelo faz", lembra ela, aos risos. A dupla se desfez depois de três anos, quando Simone decidiu se dedicar ao goal ball, um esporte paralímpico.

Segundo Eduardo, a deficiência visual nunca o impediu de realizar qualquer atividade, principalmente quando o assunto é cantar. "A música prevalece com qualquer condição. Sempre levei minha deficiência com naturalidade", explica o cantor, que também é tecladista e compõe. "Distância", sucesso na voz do grupo Os Travessos, é de autoria dele. 

Já a irmã Simone acredita que ainda existe preconceito, mas que a entrada de Edu Camargo no programa é uma prova de que a arte venceu. "Tem gente que faz um pré-julgamento se a pessoa é mesmo capaz. Isso acontece diariamente com a gente. O Edu está tendo uma oportunidade ímpar, na minha opinião, de ser reconhecido por seu talento e não pela deficiência", afirma.

Fonte: GShow

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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