Mulher com deficiência física não consegue votar após ter seção transferida no ES

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Uma mulher com deficiência física não conseguiu votar, no início da tarde do domingo (5), após ter a seção transferida do térreo para o primeiro andar, na Escola Municipal Álvaro de Castro Mattos, em Vitória (ES). A advogada Josely Pessanha contou que o local não tem rampa de acesso para pessoas com deficiência e, por isso, teve que deixar o local sem exercer o direito de voto. Em resposta, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) informou que a seção deve criar condições para qualquer eleitor votar, desde que, neste caso, a deficiência seja informada ao cartório eleitoral dentro do prazo.

Josely chegou à escola por volta das 12h e, ao procurar a seção de votação, foi avisada sobre a mudança. “Eu sempre votei no térreo. Quando cheguei para exercer meu direito, descobri que fui transferida para o primeiro andar e teria que subir escada. Sou deficiente e não tenho como fazer isso. Além disso, não há acessibilidade nesse lugar. Quero exercer meu direito de cidadã e não vou poder”, reclamou a advogada.

De acordo com a eleitora, outras pessoas conhecidas também enfrentaram dificuldades por conta das mudanças. “Conheço gente que tem problema na perna e não pode fazer esforço. Além de ser desrespeitoso mudar sem avisar ao eleitor”, falou Josely.

O TRE informou que o erro não acontece caso as dificuldades do eleitor sejam informadas a tempo. Segundo o órgão, como a eleitora não conseguiu exercer o direito, ela deve justificar o voto.

Foto: G1

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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