Campanha em Campo Grande, MS, atinge motoristas que estacionam em vagas especiais

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"Todos querem estacionar, mas ninguém quer usar cadeiras de rodas”. Essa foi uma das pontuações feitas pelo chefe de núcleo da divisão de educação para o trânsito da Agetran, David Marques, durante o lançamento da campanha "Essa Vaga é Muito Especial", em Campo Grande. O movimento de conscientização aconteceu na tarde da última quinta-feira (9), no estacionamento de um shopping da cidade.

A campanha faz parte de uma ação da 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos e o que pouca gente sabe é que algumas das responsabilidades da promotoria são a defesa dos direitos e as garantias constitucionais da pessoa com deficiência. A promotora Jaceguara Passos explica que uma das metas é levar a fiscalização das ruas para dentro de estacionamentos privados. “Uma das metas da Comissão formadas por mais de 60 órgãos é que a Agetran faça convênios com estabelecimentos privados, para que a fiscalização aconteça”.

Estacionamentos de supermercados, shoppings e outros locais privados são os lugares onde pessoas com preferência em vagas especiais mais encontram dificuldades na hora de estacionar.

David acredita que a ação do Ministério Público dará autonomia para que os agentes fiscalizem esses locais e, como resultado, assegure o direito de quem realmente precisa estacionar mais próximo às entradas dos estabelecimentos. “Poderemos sair de casa tranquilamente, sabendo que a vaga que é nossa por direito vai estar liberada”, finaliza.

Como cadeirante, David faz um pedido para as pessoas com deficiência física: “Nós, que somos os usuários por lei dessas vagas, sofremos com a falta de bom senso, educação e consciência de outras pessoas, e isso piora dentro de shoppings e supermercados. É importante que essas pessoas com deficiência saiam de casa, pois muitas se sentem constrangidas quando vão às ruas e precisam fazer um mapa mental para onde ir”, diz.

O gerente comercial de um shopping da cidade, Renato Gonçalves, não vê barreiras para que isso aconteça em um futuro próximo. Para ele, a conscientização precisará vir antes da fiscalização dos agentes. “Já existem diversas campanhas como essa, e o shopping está aumentando a participação nesses tipos de ações. E claro, queremos sim, que essa conscientização de fora também aconteça dentro”, diz Renato.

Ter apenas idade ou deficiência não dá o direito de uso dessas vagas. Para fazer valer seu direito, um cartão de identificação obrigatório é disponibilizado pela Agetran.

Fonte: Diário Digital