Cinema adaptado para surdos e cegos tem audiodescrição e tradução em libras

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A universitária Bruna Catalan, de 23 anos, é fã de comédia, mas para ir ao cinema precisava que algum amigo a acompanhasse e cochichasse no seu ouvido o que acontecia na telona. Agora, com uma mãozinha da tecnologia, a jovem, que tem deficiência visual, pode ir sozinha ou aproveitar a companhia sem se sentir dependente de ninguém. Desde segunda-feira, o Ponto Cine, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, é 100% acessível, com adaptações para pessoas com deficiência visual, auditiva e cadeirantes.

O espaço usa o aplicativo WhatsCine, instalado em smartphones ou tablets, com tradução em libras (língua brasileira de sinais) e legendas, além de audiodescrição por fones de ouvido. Ontem, Bruna se emocionou ao assistir a “Meu nome não é Johnny”.

— Vi quando foi lançado graças à ajuda de amigos. Mas agora foi uma sensação diferente. A audiodescrição faz toda diferença. Você consegue perceber a expressão do ator e outros detalhes — contou.

Vice-presidente da Associação de Deficientes Visuais do Rio, o advogado Alexandre Ferreira pretende lutar para que outros espaços tenham o mesmo sistema.

— Hoje senti a sensação de que pertenço à sociedade. A sensação é de liberdade, de autonomia — disse Alexandre, que também tem deficiência visual.

O ingresso no Ponto Cine custa R$ 8 (R$ 4 a meia-entrada). O espaço oferece tablet e fone gratuitamente durante a sessão.

— Participei da produção do filme “Janela da alma”, que fala das carências dessa população. Eu queria que eles pudessem assistir àquilo. Em junho deste ano, me inscrevi no edital da Ancine que incentivava exibidores a montar uma sala acessível, e conseguimos. É uma questão de cidadania — diz o diretor de cinema e responsável pelo Ponto Cine, Adailton Medeiros.

De acordo com o Censo 2010, a novidade pode beneficiar mais de 3,9 milhões de cariocas com deficiência.

Como funciona o aplicativo

Na sala de cinema, há uma rede Wi-Fi específica, que fornece acesso ao conteúdo de acessibilidade. Na rede do WhatsCine, só trafegam dados fornecidos pelo aplicativo (os frequentadores da sala não poderão usá-la para navegar na internet, por exemplo).

Para minimizar na sala de cinema o impacto das telas ligadas, o app usa alguns recursos. Entre eles, reduzir automaticamente o brilho do celular assim que o usuário opta pela exibição de legendas.

O aplicativo é compatível com apenas alguns filmes em cartaz. No Ponto Cine, os usuários conseguem assistir longas como “Batismo de Sangue”, “Divã” e “Meu Nome Não é Johnny”.

Fonte: Extra

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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