Delegacia de atendimento a pessoas com deficiência é inaugurada em GO

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A primeira Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa com Deficiência do estado é inaugurada nesta sexta-feira (21), em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, esta é a segunda delegacia no país que oferece este tipo de serviço especializado (a outra está localizada em São Paulo). Titular da delegacia em Anápolis,  o delegado Manuel Vanderic explica que a maioria dos crimes contra pessoas com deficiência é cometido por familiares.

“Nós constatamos que os principais agressores também são parentes. É um tipo de violência doméstica, principalmente psicológica, maus tratos, apropriação de proventos, discriminação”, disse Vanderic.

Segundo o delegado, o objetivo do serviço da Polícia Civil vai além de responsabilizar o autor da violência. “A nossa maior preocupação é reintroduzir a vítima no meio social e familiar e resgatar anos de omissão do poder público com pessoas com deficiência”, afirma.

A sede da delegacia também vai oferecer serviços sociais às vítimas. “Nós pretendemos aglutinar na delegacia assistência social, voluntários no serviço de saúde, médicos, enfermeiros, psicólogos, pedagogos para sanar dificuldades que essas pessoas têm, desenvolver estatísticas e trabalhos preventivos".

Mesmo antes da inauguração, pessoas com deficiência procuraram a delegacia para denunciar crimes. “Ontem veio uma senhora cadeirante e muda que teve os proventos apropriados por um corretor de imóveis. Os recursos que ela precisa para se manter. Atendemos também um deficiente mental que teve os proventos apropriados pela família que o deixava na rua pedindo recursos no sinaleiro e uma senhora que supostamente sofre violência sexual por parte da família”, enumera Vanderic.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa com Deficiência está localizada no Bairro JK Nova Capital, entre as avenidas JK e Jamel Cecílio.

Fonte: G1

3 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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