Universitários criam dispositivos em celular para auxiliar pessoas com deficiência visual

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Três universitários de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, criaram um dispositivo de smartphone para auxiliar a locomoção de pessoas cegas. Os estudantes de sistema de informação levaram um ano para desenvolver o trabalho que, inicialmente, custou R$ 250.

A ideia de Guilherme Bonetti, Rodrigo Rodrigues e Guilherme Pierre surgiu no final da faculdade. Os jovens utilizaram o trabalho de conclusão de curso para desenvolver o projeto. "Em um TCC conseguimos contribuir para uma inclusão social, suprir a necessidade de uma pessoa com deficiência visual e também englobar num só trabalho o que apredemos ao longo do curso", comenta Bonetti.

Os óculos têm dois sensores colocados na frente e na lateral para identificar os obstáculos ao longo do caminho. Tudo com a ajuda de um smartphone e um aplicativo criado especialmente para isso. "Como o nosso óculos possui bluetooth e o smarthpone também, ele consegue jogar os dados dos sensores para o tratamento e a recepção no aplicativo, fazendo a leitura", explica Guilherme.

O protótipo também permite que a pessoa interprete algumas placas de sinalização utilizando a fotografia. A câmera do celular faz uma foto e o aplicativo transforma a imagem em som, permitindo que o usuário saiba o que ela está indicando. "Depois de ter o app, a gente fez um teste de como faríamos para o smartphone bater fotos em automático, daí usamos o sensor para enviar de cinco em cinco segundos se ele tiver próximo a uma placa e bater a foto paro o celular processar a imagem, convertendo para áudio", conta Rodrigo.

A ideia inicial tem o objetivo de facilitar a vida de quem tem dificuldades de fazer sozinho coisas que, para quem não tem a deficiência, são simples, como andar pela rua ou pegar um ônibus.

Fonte: G1

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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