Pessoas com deficiência não usam ‘passe livre’ para viajar pelo país

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Um benefício do Governo Federal dá a pessoas com deficiência a oportunidade de viajar gratuitamente pelo país de ônibus. Para isso, basta ter a carteirinha do passe livre, mas são poucos os que conhecem e usufruem deste direito. Os assentos são reservados, mas dificilmente as empresas conseguem preenchê-los.

Na rodoviária de Sorocaba (SP), a procura de passagens com o passe livre é pequena. "Tem empresa que passa o mês inteiro e não tem nenhuma procura. Outras empresas que já tem uma ou duas passagens que é emitidas para deficiência no mês", explica o gerente operacional da rodoviária, Osório Vieira.

Os destinos preferidos para o uso do passe livre são o Rio de Janeiro e Goiânia. Mas, por desinformação, muitas pessoas perdem o direito ao benefício. "As pessoas chegam aqui não sabendo que existe uma carterinha e daí elas perguntam se podem viajar sem a carterinha e eu digo que não", frisa o agenciador Ricardo Luís da Costa.

Marcos Cardoso Santos tem deficiência visual e sempre carrega a carterinha, que possui há dois anos. O benefício serviu para alavancar a carreira de paratleta de natação, já que ele participa de competições pelo país e não paga nada pela viagem. "Eu já fui para Fortaleza, Porto Alegre e outros lugares. Então, eu estou usando o passe livre para participar dos campeonatos".

Por lei, as pessoas com qualquer tipo de deficiência e que tem renda mensal de até um salário mínimo por pessoa podem ter acesso ao passe livre. Com a carterinha, é possível conseguir passagens de ônibus de graça nas viagens de um estado para o outro.

Para fazer a carterinha do passe livre, o interessado deve acessar o site do Ministério dos Transportes e preencher um formulário, que solicita o envio de cópias do documento de identidade e do laudo do Sistema Único de Saúde (SUS) comprovando a deficiência, além de uma declaração de renda familiar. O cartão é enviado pelo Correio.

Para usar o benefício, as pessoas com deficiência devem apresentar a carterinha junto com a carteira de identidade nos guichês das empresas. O pedido pode ser feito com antecedência de um mês e até três horas antes do embarque. As empresas de ônibus são obrigadas a reservar dois assentos em cada ônibus. Caso o interessado não consiga a passagem para a data pretendida, a empresa é obrigada a reservar em um outro dia e horário.

Fonte: G1

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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