Muletante impedido de entrar em banco processará Caixa Econômica Federal

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O operador Leonardo David, de 28 anos, pretende processar a Caixa Econômica Federal, após ter sido impedido de entrar, na semana passada, em uma agência no Rio de Janeiro. Leonardo teve a perna direita amputada em 2009, após ser atingido por um carro que avançou o sinal vermelho, e usa muletas.

Na última quinta-feira, 11, ele foi ao banco, no bairro de Pilares, em ficou ‘preso’ na porta giratória. “Ao chegar, o segurança me obrigou a dar as muletas e tentou me forçar a entrar pulando pela porta giratória, me constrangendo na frente de todos que estavam entrando ou saindo da agência”, diz.

Questionada sobre o caso, a Caixa respondeu que “foram apresentadas medidas alternativas, como o uso do detector de metais portátil manual, recusado pelo cliente. Ao solicitar entrada pela porta lateral, o cliente foi esclarecido sobre a utilização reservada a cadeirantes e portadores de marcapasso após a utilização do detector portátil manual”.

Segundo Leonardo, a proposta nunca foi feita. “Só consegui entrar no banco após a chegada da polícia. A agência tem câmeras, apontadas para a porta giratória de entrada, que devem ter registrado o agente de segurança me tomando as muletas e eu desistindo de entrar, pois não poderia entrar sem elas. Eu tentei entrar pela porta lateral e meu pedido foi negado. Em momento algum foi oferecido a utilização de detector de metais portátil. A Caixa respondeu com uma inverdade. Não sou um homem ignorante e, com base nessa resposta, vou processá-los”, ressalta.

O blog Vencer Limites entrou em contato, mais uma vez, com a Caixa Econômica Federal, mas ainda não houve resposta.

Opinião do autor – Muitos dizem que casos como esse são usados para disseminar o ‘coitadismo’. É um grande erro. Situações assim servem de exemplo. Precisam ser divulgadas ao máximo, porque todos os cidadãos têm direito de ir e vir. E todas as instituições têm a obrigação de garantir acesso total, para todas as pessoas. O fato relatado por Leonardo David se multiplica em todo o País. Falta conhecimento sobre o significado real e amplo do que é acessibilidade. E, principalmente, sobre o que significa a CIDADANIA no Brasil.

Fonte: Blog Vencer Limites

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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