Ação reúne maratonistas para melhorar acessibilidade nas praias do Brasil

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O esporte mais uma vez foi usado em prol de uma boa ação. Na manhã da última sexta-feira, na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, ocorreu uma ação entre o projeto Praia Para Todos e a organização Rei e Rainha do Mar, contando com a presença dos maratonistas que disputarão a prova no próximo domingo. Os atuais campeões mundiais, Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha, além do alemão Thomas Lurz, considerado o melhor maratonista de águas abertas de todos os tempos, marcaram presença no evento.

A principal meta do Praia Para Todos é fazer com que a acessibilidade destinada às pessoas com deficiência seja melhorada nas praias, para que dessa forma, além de aproveitarem a praia normalmente, possam também praticar esportes.

– A nossa ideia é fazer com que a pessoa com deficiência tenha acesso à praia, porque é um lugar público, mas se você tem uma cadeira de rodas, você não consegue vir à areia, não consegue nadar. E, além disso, a gente começou a agregar atividades, como frescobol, surfe, stand up paddle, hand bike e vôlei sentado. A gente faz com que as pessoas fiquem neste meio, com alegria. Além disso, procuramos junto aos órgãos públicos acessibilizar o entorno, com vagas reservadas, estacionamento próprio, sinalização conforme a lei, banheiro adaptado e calçadas equilibradas. Queremos multiplicar o projeto para outras praias, de forma que outras pessoas também tenham acesso – explicou a coordenadora geral do projeto Nena Gonzalez.

Nena destacou a importância da parceria com Rei e Rainha do Mar, ressaltando que o esporte traz benefícios à vida das pessoas, principalmente as com deficiência.

– Esta ação junto com o Rei e Rainha do Mar é maravilhosa, porque eles fazem um trabalho muito bacana. Sabemos a importância do esporte para as pessoas, e sendo alguém com deficiência, ela é ainda maior, porque física e clinicamente é fundamental. Então, é um orgulho imenso de estarmos fazendo esta parceria – disse.

O maratonista Marcelo Cardoso, uma das pessoas levadas ao mar, destacou a experiência. Para o jovem de 22 anos que nasceu com espinha bífida, má formação congênita caracterizada por um fechamento incompleto do tubo neural (tecido embrionário que dá origem ao sistema nervoso), a ação é boa por unir atletas profissionais e principiantes e auxiliar pessoas com deficiência.

– Eu achei uma experiência fantástica porque um evento igual a esse, como uma maratona aquática que pode juntar atletas renomados e quem está começando no esporte, como eu, ajuda o deficiente que só vem à praia para se divertir. Achei uma experiência muito boa – disse.

Com duas medalhas olímpicas na bagagem, o alemão Thomas Lurz, de 35 anos, expressou a felicidade que é poder, como atleta, dar um retorno às pessoas e deixá-las felizes.

– Eu gostei bastante de participar da ação. É legal, como atleta, dar um retorno. Eu acho que todos temos sorte de estarmos vivos, mesmo após um acidente ou algo parecido. Então, eu estou feliz de poder dar este retorno e fazer as pessoas felizes – destacou.

Fonte: Globo Esporte