Mãe e filha fazem curso de Libras para se comunicar com tia surda no AC

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Para se sentir mais próxima da tia com deficiência auditiva e também facilitar a comunicação, Elenice Maria da Silva de Oliveira, de 33 anos, e a filha Beatriz Oliveira de Souza, de 16, decidiram fazer um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) no Instituto Federal do Acre (Ifac), em Cruzeiro do Sul (AC).

A tia mora na zona rural do município, mas Elenice conta que, apesar de não morar com ela, sente a necessidade de aprimorar o conhecimento para se comunicar com mais eficiência também com outras pessoas que tenham a mesma deficiência.

“Eu acho essa linguagem muito linda e interessante. Faço junto com minha filha o curso. Na minha família, tenho uma tia de 50 anos que é surda, mas apesar dela não se comunicar e não entender libras, sei que fazendo esse curso pode ajudar muito, pois são expressões faciais e corporais e muitas outras coisas que aprendemos que vão evoluir esse processo de comunicação entre nós. Ela não mora perto, mas quando ela vir, vou saber falar com ela”, diz.

A filha Beatriz confessa que fez a inscrição no curso motivada pela mãe e logo nas primeiras aulas despertou um grande interesse pelo assunto, já tendo feito até mesmo amizades com pessoas surdas após o início da capacitação.

“No dia a dia já me deparei com pessoas surdas que eu não sabia como me comunicar e fazia sinais simples. Com o curso, eu já vejo diferença, além de ter familiar com essa deficiência, conheci um jovem na locadora e consegui me comunicar com ele. Já viramos amigos”, relata a estudante.

O mediador do curso de libras, Atair Melo, explica que o curso é de fundamental importância para a população em geral, em razão da interação diária com pessoas surdas.

“Mesmo os surdos que nunca aprenderam Libras não têm dificuldade nenhuma, pois essa é a língua natural deles. É o que nasceram aprendendo, da mesma forma que nós aprendemos a falar, eles se comunicam naturalmente dessa forma. Todas as pessoas deveriam aprender a língua de sinais, pois é comum nos depararmos com pessoas surdas que necessitamos manter a comunicação”, falou o professor.

O curso de Libras teve duração de 250 horas.

Fonte: G1