Ciclista percorre o Brasil para divulgar acessibilidade

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José Geraldo de Souza Castro é aventureiro, ambientalista, ciclista, fotógrafo e humanista. O multifuncional é de Viçosa, na Zona da Mata Mineira, e conhecido como “Zé do Pedal”. O apelido não é por acaso. Há mais de 30 anos, Zé percorre países do mundo realizando aventuras inusitadas. O próximo desafio de 2015 será o recomeço do projeto “Cruzada pela Acessibilidade”, onde fará um percurso entre os extremos das fronteiras do Brasil, entre Monte Caburaí, em Roraima, e Chuí, no Rio Grande do Sul.

Zé do Pedal vai empurrar uma cadeira de rodas para reforçar o lema do projeto e mostrar problemas de acessibilidade no Brasil. Na primeira sexta-feira do ano, ele embarca para Salvador (BA), onde recomeçará o trajeto.

Em junho de 2008, o “Cruzada pela Acessibilidade” começou a ser elaborado, quando o ambientalista se deparou com uma jovem em uma cadeira de rodas tentando subir uma rampa que tinha um pequeno degrau. 

– Durante uma viagem que fiz em um kart a pedal, de Paris a Joanesburgo, eu ouvi uma voz feminina dizendo "não posso", quando eu passava pela cidade de León, no caminho francês da rota de peregrinação de Santiago de Compostela. Quando olhei, vi a jovem cadeirante passando pela dificuldade – disse.

A cena abalou o ciclista que decidiu começar o projeto, para chamar a atenção sobre a questão da acessibilidade no Brasil. A primeira viagem que marcava o início do projeto teve início no dia 10 de fevereiro de 2013. Mas precisou ser interrompida no dia 25 de setembro, quando ele estava no estado da Bahia, por problemas pessoais.  Zé havia percorrido os estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

– As barreiras naturais são obstáculos para todos. Porém, as arquitetônicas, instaladas em concretos nas calçadas, edificações e ruas de cidades são obras do homem. Se o homem consegue interferir nas obras de Deus, porque não interferir nas “fabricadas por ele mesmo”? – indagou.

Ele pretende chegar ao destino final, no Rio Grande do Sul,  no dia 27 de junho após empurrar a cadeira por 10.700 quilômetros de distância. Durante o trajeto, o humanista prega mais consciência em respeito ao próximo, principalmente aos que não podem andar. 

– O sacrifício de cobrir a distância entre os extremos do país, para os chamados “perfeitos”, é muito menor do que o percurso entre dois quarteirões de muitas cidades, para quem depende de uma cadeira de rodas ou de muletas para se locomover – concluiu.

Zé do Pedal concluirá o percurso passando pelos estados da Bahia, Goiás, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e, por fim, Rio Grande do Sul.

Fonte: Globo Esporte

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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