Rampas ‘inúteis’ prejudicam pessoas com deficiência em São Pedro, SP

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A Prefeitura de São Pedro (SP) construiu rampas que dificultam a locomoção de pessoas com deficiência. A equipe da EPTV esteve no bairro Novo Horizonte e constatou que as construções, que deveriam facilitar a vida de cadeirantes, acabam indo de encontro com muros, matagal, terrenos baldios e um lago. Além disso, os acessos foram construídos próximos a lugares em construção ou que não têm calçada.

A dona de casa Núbia Mussato afirmou que muitas vezes não consegue andar pelo bairro com a filha, que é cadeirante, porque as rampas possuem degraus que podem furar o pneu da cadeira de rodas. “É impossível, a cadeira não entra, além disso, a rampa vai direto ao muro, lugares em construção, não dá para passar. É perigoso”, disse.

Em uma das ruas do bairro, a rampa dá acesso a uma pilha de madeiras com pregos e um monte de areia. São lugares que estão em construção e que não têm utilidade nenhuma para pessoas com deficiência. “Eu tenho medo de cair. Se eu cair, posso me machucar em cima de algum prego dessas pilhas de madeira. Prefiro não circular por aqui”, disse Larissa Milena de Camargo, que é cadeirante.

Especialista

O engenheiro e especialista em segurança do trabalho Antônio José Setto afirmou que as 40 rampas que foram construídas no bairro estão irregulares. “Elas não facilitam o acesso. Elas sempre estão próximas a muros, tábuas, terrenos, são totalmente inúteis e não tem possibilidade de conserto”, afirmou.

A Secretaria de Obras da Prefeitura de São Pedro informou que as rampas em volta do lago do bairro Novo Horizonte foram instaladas levando em conta um projeto de construção de uma pista de caminhada no local. A assessoria da pasta ainda garantiu que os técnicos estão acompanhando as obras e em caso de desacordo com o projeto solicitado vão entrar em contato com a empresa responsável pela construção para que sejam realizados os reparos.

Fonte: G1

3 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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