Projeto de extensão da Unesp faz adaptação de textos e vídeos para áudios

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O Biblioteca Falada, projeto de extensão da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp de Bauru, tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento das aptidões de audioleitura e aquisição de conhecimentos para a inclusão social de pessoas com deficiência visual. Através da transformação de textos do impresso para o áudio, eles possibilitam que pessoas cegas possam ouvir diversos conteúdos literários, jornalísticos e até mesmo descrições de videoclipes e trailers.

Aberto para todos os alunos, professores e funcionários da Unesp de Bauru, o projeto hoje conta com nove pessoas que participam de todas as etapas, desde a elaboração e adaptação de roteiros até a locução, edição e sonoplastia.

“Dessa forma, os participantes conseguem ter uma visão geral e bastante prática da dinâmica de produção para as mídias sonoras, além de exercitarem a locução, a produção de áudio (construção de vinhetas, seleção e mixagem de trilhas), a montagem, entre outras atividades”, explica a Profª. Drª. Suely Maciel do Departamento de Ciências Humanas, coordenadora do Biblioteca Falada.

Os textos são escolhidos a partir das demandas e sugestões dos alunos do Lar Escola Santa Luzia para Cegos de Bauru. Hoje, o projeto atende cerca de 40 alunos do Lar, que recebem os áudios finalizados em CDs e DVDs, e também um público potencial estimado em 10 mil pessoas por mês que podem acessar a página do projeto na internet.

A coordenadora Suely Maciel explica que “a proposta visa proporcionar o contato com a realidade de um grupo especial, que são os deficientes visuais, contribuindo para desenvolver no discente o senso crítico em relação aos problemas dos diferentes grupos sociais e o respeito por eles, calcado nas noções de cidadania e de direitos humanos”.

Se você se interessou e deseja participar do Biblioteca Falada, basta enviar um e-mail para suelymaciel@faac.unesp.br

O projeto está se organizando novamente neste começo de semestre e está de portas abertas a novos voluntários.

Fonte: Rede SACI

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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