Banda finlandesa tem músicos com deficiência intelectual e é favorita para concurso

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Uma banda finlandesa formada por músicos com deficiências intelectuais deverá ser uma das principais atrações do concurso da Eurovision, um evento anual que reúne artistas de países europeus disputando a preferência do público.

O quarteto punk PKN venceu no domingo a eliminatória nacional, com a música Aina Mun Pitaa (Sempre Estarei Aqui, em tradução livre), com vocais raivosos e duração de apenas um minuto e 25 segundos.

Nas casas de apostas, o PKN já surge como um dos favoritos para a final do Eurovision, em maio. Talvez pela expectativa que a natureza especial de seus integrantes possa causar junto ao público votante.

Méritos musicais

De acordo com o site Betfred, os punk finlandeses estão atrás apenas da Itália e da Estônia nas chances de vitória no evento, que será realizado em Viena.

No entanto, os finlandeses querem o reconhecimento por méritos musicais.

"Não queremos que o público vote porque tem pena de nós. Não somos tão diferentes do resto das pessoas. Somos caras normais com dificuldades mentais", disse ao jornal britânico The Guardian o baixista do PKN, Sami Helle.

O PKN será a primeira banda punk a participar do Eurovision nos 50 anos de história do concurso.

A ideia surgiu em 2012, quando os músicos se reuniram durante um workshop e acabaram virando tema de um documentário.

Aina Mun Pitaa é uma espécie de manifesto rebelde contra a vida cotidiana. A letra reclama de aspectos como uma alimentação saudável e de hábitos como fazer faxina.

Mudança de atitudes

"Estamos nos rebelando contra a sociedade em diversas maneiras, mas não somos políticos", completa Helle.

Em entrevista à rede de TV finlandesa YLE, o vocalista Kari Aalto disse que o objetivo da banda é inspirar outras pessoas com deficiência.

"Toda a pessoa com alguma deficiência pode ser mais corajosa".

Já Helle conta que o apelo da banda não se resume a fãs com deficiências.

"Estamos mudando atitudes e agora um monte de gente está vindo aos nossos shows".

O desafio para o PKN não é apenas o complexo sistema de votação do Eurovision e o fato de que o público normalmente vota em canções mais pop. A Finlândia conquistou o título apenas uma vez, há nove anos. Mas foi com um grupo também pouco convencional: os "metaleiros" do Lordi.

Fonte: Terra

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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