REATECH 2015: Cadeira que deixa pessoa com deficiência

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Tapete vermelho. Tarde de gala para os cadeirantes, inclusive os que, na feira, têm a oportunidade de encarar as outras pessoas na altura dos olhos. “Eu acho muito legal. É a possibilidade de a gente caminhar e ver todo mundo com uma outra perspectiva”, comenta Paula Ferrari, fisioterapeuta.

Esse é o lugar que muda os conceitos de quem acha que uma pessoa com deficiência talvez seja só aquela que usa uma bengala ou uma cadeira de rodas. Hoje, um deficiente visual também podem ser um eficiente observador do tempo em um relógio com ponteiros magnéticos, que sempre voltam para a hora certa.

Se a perda de visão não é total, a lupa virou digital e quem aperta os botões é quem decide o quanto ela amplia do texto no papel e qual cor das palavras facilita mais a leitura. “A pessoa consegue ler livros, jornais, correspondência ou qualquer material impresso”, explica Robert Mortiner, expositor.

Mas se a dificuldade é para ir e vir, o caminho fica muito menos complicado com as cadeiras que sobem escada, andam na areia da praia, entram no mar, viram triciclo, e se adaptam à coluna de quem usa.

E é claro que os carros também estão mudando. Hoje, um cadeirante se torna passageiro no subir de uma rampa. No girar de um banco. Isso pra quem não tá dirigindo. Porque o motorista só tem o trabalho de se acomodar em frente ao volante. Guardar a cadeira de rodas é com o equipamento no teto do carro. Ou seja, a gente está diante de um carro que acomoda muito bem até dois cadeirantes ao mesmo tempo. “A grande questão é a autonomia, é não precisar de ninguém. Os equipamentos entram nessa parte”, aponta Carlos Cavenaghi, expositor.

Quem demonstra os carros por lá sabe bem das necessidades de quem compra. Toda essa tecnologia da feira soa como música para os olhos. De quem só com a retina consegue compor e fazer novos arranjos para uma canção.

“Olha na tela, nas notas musicais e aí reproduz o áudio correspondente àquela nota”, diz Rafael Alves, produtor.

Para ouvir bem tudo isso, o aparelho auditivo vai agora dentro do ouvido. Imperceptível pra quem vê de fora. Sutilezas tecnológicas, que fazem uma diferença nada sutil na vida de quem precisa.

Fonte: Jornal Nacional

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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