Exposição traz reproduções de obras voltadas às pessoas com deficiência em SP

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Uma exposição gratuita com 14 reproduções de pinturas de artistas brasileiros para ser tocada e sentida. Destinada principalmente às pessoas com deficiência, a exposição Sentir pra Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo está em cartaz no Memorial da Inclusão, na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, até 26 de junho.

As obras foram reproduzidas em relevo, maquetes táteis, extratos sonoros (músicas da época em que cada obra foi produzida), jogos associativos (poemas e caça-detalhes), legendas com caracteres ampliados e em braile e audiodescrição para estimular e ampliar o conhecimento e a apreciação da arte usando todos os sentidos.

Segundo Márcio Bustamante, historiador do memorial, um dos destaques da exposição é a reprodução de uma obra de Di Cavalcanti, mas há também trabalhos de Pedro Alexandrino, Francisco Rebolo e Almeida Junior, entre outros. “Todos os quadros fazem parte do acervo permanente da Pinacoteca. Pegamos esses quadros, de vários temas, e os tornamos acessíveis às pessoas com deficiência, principalmente visual. A partir da imagem convencional do quadro, construímos, por exemplo, uma maquete em 3D, 2D ou de alto contraste”, explicou Bustamante, em entrevista à Agência Brasil.

As obras foram separadas em temas como natureza morta, retrato, cenas, marinha, paisagem urbana, rural e abstração. Para cada um desses temas foram selecionadas duas obras, reforçando a leitura comparativa entre elas. “Um tem o perfil mais de representação do real, como se fosse a tentativa de uma fotografia e, o outro, já tem liberdade estética maior”, ressaltou.

“Queremos mostrar que as pessoas com deficiência podem também usufruir de bens culturais usando os suportes com os quais elas tem condições de usar. Não nos apropriamos de uma obra de arte apenas pelo visual mas também por outros meios”, disse Bustamante.

A exposição é gratuita. Para organizar a visita de turmas com mais de dez pessoas é preciso agendar no telefone (11) 5212-3727. Mais informações podem ser obtidas por meio do site do Memorial da Inclusão.

Fonte: EBC

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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