Homem cego participa da Meia Maratona do Trabalhador no RJ

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A Segunda Meia Maratona do Trabalhador, realizada na manhã da última sexta-feira (1º), movimentou Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e contou com atletas de diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro. Porém, um fato inusitado e curioso chamou atenção do público: dentre os 400 competidores, estava o auxiliar de radiologia Fernando Gonçalves, de 29 anos, com deficiência visual, que contou com ajuda de seu treinador para completar o percurso.

De acordo com Fernando, que tem a deficiência desde que nasceu, a falta da visão nunca foi empecilho para que ele pudesse fazer o que mais gosta, correr e participar de competições. Ele disse também que pratica o esporte há mais de dez anos e constantemente participa de provas que ocorrem em Campos e região.

"Estou vivo e meu objetivo é mostrar que posso participar de uma competição. Não tenho interesse em chegar em primeiro lugar, mas quero mostrar que sou capaz. Sou muito feliz e não tenho dificuldade nenhuma para desempenhar o esporte", declarou Fernando Gonçalves, que ao final não chegou nas primeiras posições, mas conseguiu completar os 21 Km da corrida.

A competição foi organizada pela Fundação Municipal de Esportes (FME) e pela Federação de Atletismo do Rio de Janeiro, a vitória ficou com Oberdan Silva Souza Júnior, de Bom Jesus do Itabapoana, e Milene da Silva dos Santos, de Nova Friburgo.

Para Oberdan, a vitória foi uma novidade: “Já havia corrido em Campos, mas foi a primeira vez que venci. Como estava parado há três anos em razão do trabalho, o resultado foi muito bom”, destacou.

Milene disse que correu em ritmo de treino: “Venho de uma prova muito difícil na cidade de Carmo, com subidas e descidas e vim apenas para participar e treinar. A vitória foi um presente”, declarou a corredora de Nova Friburgo, que tem vasta experiência em provas em Campos, onde já venceu várias vezes.

Os corredores passaram pelas avenidas Rui Barbosa, XV de Novembro e Bartolomeu Lizandro em Guarus, além de passarem pelas pontes General Dutra e Saturnino de Brito, em três voltas pelo circuito.

Na categoria de Campos, apenas com atletas locais, os vencedores foram Vanildo Sá e Débora Soeiro. Todos os ganhadores foram premiados com medalhas, além dos troféus para os vencedores de cada categoria.

Fonte: G1

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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