Estudo de população com deficiência ajuda a definir políticas de inclusão em Curitiba

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Uma pesquisa apresentada pela Secretaria de Assuntos Metropolitanos mostra que, de uma população de 3,2 milhões de habitantes da região metropolitana de Curitiba, 20,5% declararam possuir algum tipo de deficiência, o que contabiliza 661.832 pessoas na RMC com deficiência visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. O estudo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Censo de 2010, foi apresentado e discutido no 6º Fórum Metropolitano de Gestores Públicos de Políticas para Pessoas com Deficiência, que aconteceu em Rio Negro no dia 12 de junho.

O estudo vai servir de base para a formalização de convênios, troca de experiências e para o debate sobre temas relevantes às políticas públicas de inclusão para pessoas com deficiência.

O menor porcentual de deficiência pode ser encontrado em Itaperuçu, que possui entre a sua população 16,9% de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas. O índice mais alto está em Adrianópolis, com 30,3%, com destaque para a deficiência visual que obteve 83,63% desse índice. “O maior porcentual [40,8%] de pessoas com deficiência na RMC é na faixa etária entre 30 e 59 anos”, disse o secretário de Assuntos Metropolitanos, Valfrido Prado, lembrando que dados do Brasil apontam essa mesma faixa como a de maior número de pessoas com deficiência. “Esse estudo servirá para promover o fortalecimento e a articulação de órgãos gestores de políticas inclusivas para pessoas com deficiência na região metropolitana”, afirmou o secretário.

Criado em março de 2014, o Fórum tem o objetivo de estudar e propor medidas necessárias para a adequação das legislações municipais que efetivem a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência; fornecer subsídios aos gestores municipais para a formulação, implantacão e implementacão de políticas, planos, programas e medidas visando o desenvolvimento da política de inclusão em todas as áreas. Também atua em articulação com entidades, órgãos, fóruns e conselhos dos Direitos, instituições públicas e privadas, que exerçam atividades relacionadas à pessoa com deficiência. Ainda propõe critérios de apoio governamental à organização, expansão, modernização para atividades de inclusão aos diversos órgãos e entidades das administrações públicas municipais.

O 6º encontro do Fórum Metropolitano de Gestores Públicos de Políticas para Pessoas com Deficiência contou com a presença de servidores dos municípios de Curitiba, Rio Negro, Pinhais, Campina Grande do Sul, Araucária, Quatro Barras, Lapa, Contenda, São José dos Pinhais e Campo Largo, Piên, Agudos do Sul, Campo do Tenente, Mandirituba, Quitandinha e representantes de entidades assistenciais e escolas regionais que atendem pessoas com deficiência. O encontro é promovido em parceria entre a Prefeitura de Curitiba, através das secretarias de Assuntos Metropolitanos e a Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e os municípios da região.

O Presidente do Fórum e coordenador de Políticas Públicas de Defesa de Direitos da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes, disse que todas as informações apresentadas servirão de propostas para a Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência.
Os próximos encontros do Fórum serão em 1 de agosto em São José dos Pinhais, 7 de outubro em Campo Largo e 5 de dezembro em Curitiba, juntamente com a Câmara Técnica de Acessibilidade.

As informações sobre a pesquisa podem ser acessadas no site da Secretaria Municipal de Assuntos Metropolitanos – http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/smam/27

Fonte: Prefeitura de Curitiba

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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