Projeto leva esportes paralímpicos a escolas do Rio

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Alunos do Instituto Francisca Paula de Jesus, no Méier, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, tiveram a oportunidade de mostrar a atletas estrangeiros o que aprenderam sobre as modalidades paralímpicas nessa quinta-feira (3).

O instituto foi a primeira escola particular a fazer parte do projeto Transforma, patrocinado pelo Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, para levar novos esportes olímpicos às escolas. A iniciativa faz parte das celebrações de um ano para os Jogos Paralímpicos.

Os alunos jogaram vôlei sentado e futebol de cinco com os atletas, fizeram perguntas e tiraram fotos com os medalhistas paralímpicos. “Senti na pele o que é, por exemplo, não poder enxergar. Tive a sensação do poder deles [atletas com deficiência visual]. Não seria capaz de fazer metade do que eles fazem, é muita força de vontade. Eles são os heróis do esporte”, disse Igor de Oliveira Azevedo, de 15 anos, do primeiro ano do Ensino Médio.

A modalidade preferida de Igor é a Golbol, em que três atletas cegos lançam, alternadamente, bolas um contra o outro, com o objetivo de marcar gols no adversário. “O golbol é parecido com o boliche, os dois goleiros têm que defender e agarrar ouvindo o som da bola. Acho muito divertido”, disse o estudante.

Para o velocista norte-americano Richard Bowne, considerado o homem mais rápido do mundo na categoria T44 (amputados), a promoção dos jogos com para-atletas em locais como as escolas ajuda a combater o preconceito que existe em relação às pessoas com deficiência.

“Muitos de nós não recebemos a atenção que merecíamos, apesar de sermos grandes atletas. Damos o melhor de nós e competimos em altíssimo nível. Então, é muito importante estar aqui, com as crianças, mostrando que não importa o que possa acontecer de ruim em nossas vidas, podemos competir, ter uma vida incrível, fazer o que gostamos”, disse.

Orgulho de ser atleta paralímpico

Dono da melhor marca paralímpica da história (10.22s) e de quatro medalhas de ouro, o irlandês Jason Smyth disse que o contato de jovens com atletas paralímpicos ajuda a mudar a visão equivocada de que pessoas com deficiência merecem pena ou são menos felizes.

“Cada um dos atletas paralímpicos tem sua história de superação, e a maioria passou por experiências que mudaram suas vidas completamente. Acho que são histórias de sucesso que podem servir de exemplo para todas as crianças aqui”, disse.

Smyth espera que a promoção positiva dos Jogos Paralímpicos estimule as crianças a se envolverem com o evento. “Os Jogos Paralímpicos são uma experiência incrível. Espero que o maior número dos moradores se beneficiem dessa oportunidade”.

O professor de educação física do instituto, Rodrigo Soares, disse que já perdeu a conta do número de capacitações que fez em modalidades olímpicas e paralímpicas. “Essa variedade de esportes tem agregado um valor maior às minhas aulas. Antes ficávamos presos a apenas quatro esportes [vôlei, basquete, futebol e handebol] e alguns alunos se desmotivavam e não queriam mais fazer aula”, afirmou.

Mas, agora, segundo o professor, com a diversidade de esportes olímpicos e paralímpicos, estão aparecendo vários talentos. “Temos alunos com síndrome de Down e paralisia cerebral que estão praticando esses esportes e curtindo muito, sendo incluídos.”

Soares elogiou o fato de a capacitação ensinar também como manufaturar equipamentos para gerar economia. “Não precisa comprar o material profissional. A esgrima, por exemplo, fazemos com jornal, o que não é perigoso”.

Modelo de projeto

Uma equipe japonesa do Comitê das Olimpíadas e Paralimpíadas de Tokyo 2020 esteve na escola para conhecer o projeto. Um dos conselheiros do comitê, Hisashi Sanada, informou que o grupo pretende adaptar a ideia do Transforma para a realidade japonesa.

“Estamos procurando bons exemplos de programas de educação para os Jogos de 2020. Esse método de mostrar os esportes paralímpicos nas escolas é muito bom para os estudantes entenderem e sentirem a realidade das pessoas com deficiência”, disse.

No estado do Rio, 1,2 mil escolas, entre públicas e privadas, aderiram ao programa, que capacita e oferece material didático. Em todo o Brasil, esse número chega a 2,5 mil. Quem estiver fora do Rio recebe capacitação a distância. As escolas interessadas em participar do programa podem se cadastrar no site do comitê.

Fonte: Agência Brasil

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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