Deficiente auditiva oralizada lança livro e conta como lida com o preconceito

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Por Elza Maria Albuquerque

“Minha mãe teve papel fundamental em todo o meu processo de reabilitação auditiva com muita fé e dedicação em tempo integral, registrando todos acontecimentos cotidianos da minha infância em um diário com minhas falas e me introduzindo diariamente no mundo dos sons (discriminação dos sons)”. Esse é um trechinho da história da jornalista Cris Bicudo, que é deficiente auditiva oralizada de perda severa a profunda de nascença, devido a rubéola que sua mãe teve no 4º mês de gestação.

Com intenso trabalho de reabilitação auditiva envolvendo a fonoaudióloga e toda a família (pais, irmãs, primos, tios e avós) desde que nasceu, aos dois anos de idade, Cris já estava “falando”. Atualmente, em busca de maior conscientização das pessoas, ela apresenta palestras e faz consultorias (mentoring) pelo Brasil. “Meu objetivo é compartilhar com o público e divulgar o que é ser uma deficiente auditiva com perda profunda, ser oralizada e, claro, mostrando a importância do uso de aparelhos auditivos e da oralização precoce”, diz a jornalista.

Para contar com detalhes toda a sua história, Cris acabou de escrever o livro “Quem é essa Tagarela”, em que conta, de forma divertida e inusitada, os diversos acontecimentos que permearam a sua vida, desde o seu nascimento até as suas viagens e trabalhos. “Além disso, conto também o meu dia a dia com os meus desafios e muito jogo de cintura para lidar com o preconceito”, afirma.

Segundo ela, a palavra “preconceito” caminha junto com a falta de informação ou de conhecimento. “Exatamente por isso, ressalto a importância de sempre se procurar conhecer pessoalmente um deficiente auditivo, pois cada pessoa é diferente e única”, destaca.

Nesta quarta-feira (28/10), Cris lançará seu livro “Quem é essa Tagarela?”, a partir das 18h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo.

Mais informações:
Lançamento do livro “Quem é essa Tagarela?”, autora Cris Bicudo
Data: 28/10/2015
Horário: 18h às 21h30
Local: Livraria Cultura do Shopping Iguatemi
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2332 – São Paulo

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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