Inclusão de jovens aprendizes e pessoas com deficiência mobiliza cooperativas

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A inclusão social de jovens e pessoas com deficiência é uma realidade nas cooperativas paulistas. De janeiro a outubro deste ano, 9.350 pessoas foram atendidas no Programa Cooperativa Inclusiva, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-SP). Um aumento de 160% em relação ao ano passado.

“O cooperativismo tem mostrado que é preciso ir além do que obriga a legislação. Desenvolvemos ações de longo prazo, trabalhando a sustentabilidade e cada vez mais ampliando a visão das cooperativas frente ao tema”, diz o presidente do Sescoop/SP, Edivaldo Del Grande. A Lei 8.213/91 prevê cotas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Para discutir essa realidade e avançar em proposições, o Sescoop/SP promoverá, nos dias 16 e 17 de novembro, o 3º Workshop de Inclusão Social no Cooperativismo. O objetivo é apresentar experiências inovadoras para a construção de uma cultura de inclusão, que vão além do mercado de trabalho, com a presença de profissionais de referência.

O workshop terá oito palestrantes, que tratarão de diversos temas, como a aprendizagem como instrumento de combate ao trabalho infantil, diversidade, acessibilidade urbana e contratação de profissionais com deficiência.

O dia 16 será dedicado à inclusão de jovens nas cooperativas. "Além de oferecer a oportunidade para o jovem ingressar no mercado de trabalho, fazemos com que ele vivencie a experiência de atuar numa cooperativa, um empreendimento diferenciado, que promove desenvolvimento econômico sempre aliado a benefícios sociais", destaca Del Grande.

O tema do segundo dia do workshop será inclusão de pessoas com deficiência. A palestra de abertura é do medalhista paraolímpico Yohansson Nascimento, que falará sobre o esporte como forma de inclusão. Natural de Alagoas, o atleta nasceu sem as duas mãos, mas isso não o impediu de se tornar um grande velocista.

Além de palestras, o workshop terá bate-papos, atividades culturais e interatividade, envolvendo cooperados, dirigentes, colaboradores e convidados. Para participar do workshop é preciso se inscrever no site http://www.sescoopsp.coop.br. As palestras são gratuitas.

Programa Cooperativa Inclusiva
O programa foi implantado no Sescoop/SP em 2012 e inicialmente tinha o objetivo de orientar e sensibilizar gestores na melhoria dos processos de integração dos profissionais com deficiência. Entre as ações, a instituição desenvolveu 50 mil cartilhas, além de oficinas, palestras e workshops.

Nos últimos três anos, o programa cresceu e estabeleceu novos patamares no relacionamento com as cooperativas. As ações de orientação e sensibilização continuam, mas foram introduzidas novas ferramentas como cursos de capacitação.

O mais procurado é o de Língua Brasileira de Sinais (Libras), com a formação de nove turmas neste ano. Cooperados e colaboradores das cooperativas são preparados para se comunicar de forma adequada com pessoas com deficiência auditiva.

“Um caso interessante é o da Unimed Itapetininga, onde secretárias de médicos cooperados foram capacitadas para atender pacientes com deficiência auditiva”, diz a analista de projetos do Sescoop/SP, Pâmela Ramos Peyneau.

Outras ações importantes são peças de teatro com áudio-descritivo e oficinas de massagem envolvendo deficientes visuais.

Programa Aprendiz Cooperativo
Política de inclusão e apoio à juventude, o Aprendiz Cooperativo atende prioritariamente jovens de 16 a 18 anos, matriculados no ensino médio.

Além de inserir os aprendizes no mercado, ele forma e acompanha o desenvolvimento integral dos jovens nas cooperativas, atendendo aos princípios da cooperação e da legislação brasileira, por meio de uma contratação socialmente responsável.

De acordo com gerente da Área de Formação Profissional do Sescoop/SP, Alexandre Ambrogi, as cooperativas paulistas estão cada vez mais conscientes de seu papel social na geração de oportunidades para jovens.

Ele destaca que, de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, o programa registrou um aumento de 38,22% no número de participação – de 756 para 1.045 aprendizes.

Segundo o gerente, mais de 70% dos jovens aprendizes são efetivados nas cooperativas após a conclusão do programa. “Quanto mais cedo o jovem iniciar a sua qualificação profissional, mais preparo ele terá para enfrentar o mercado de trabalho e atender às necessidades das cooperativas e das empresas”, afirma Ambrogi.

O Aprendiz Cooperativo é desenvolvido em conjunto com 72 cooperativas que são responsáveis pela seleção e registro em carteira desses jovens. A contrapartida do Sescoop/SP é fazer a capacitação dos aprendizes, que recebem certificação como auxiliar administrativo. A capacitação, sem custos para os jovens e cooperativas, tem duração de 18 meses (612 horas teóricas e 1.428 horas práticas).

A matriz curricular é composta por 10 matérias, entre elas Cidadania e Trabalho, Cooperativismo, Informática e Empreendedorismo. O Sescoop/SP também faz convênios com entidades para capacitar os jovens, entre elas o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) e a Clasa (Casa Lions de Adolescentes de Santo André).

Serviço

3º Workshop de Inclusão Social no Cooperativismo

Dia 16/11: Programa Aprendiz Cooperativo
11h – A importância da aprendizagem profissional como instrumento de combate ao trabalho infantil
Palestrante: Isa Maria de Oliveira
13h30 – Diversidade e inclusão social
Palestrante: Cristina Carvalho
15h30 – Homenagem às cooperativas e entidades parceiras da aprendizagem

Dia 17/11: Programa Cooperativa Inclusiva
10 h – Esporte e inclusão social
Palestrante: Yohansson Nascimento
11h – Pessoas com deficiência e acessibilidade urbana
Palestrante: Flávia Cintra
13h30 – Como contratar e reter profissionais com deficiência?
Palestrante: Guilherme Bara e Cláudia Leitão
Mediação: Tábata Contri
15h – Cenário da inclusão de pessoas com deficiência no estado de SP Palestrante: Cid Torquato

Local: Casa do Cooperativismo Paulista
Rua 13 de Maio, 1376 – Bela Vista
Telefone: (11) 3146- 6200
Atenção: Haverá intérprete de libras e audiodescrição durante o evento.

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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