Conferência aborda pessoa com deficiência e sua transversalidade

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Gênero, raça, diversidade sexual e geracional, dentre outros temas, serão debatidos durante a 3ª Conferência Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, que será realizada nesta terça-feira e quarta-feira (17 e 18), em João Pessoa (PB). O evento ocorrerá na sede da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), com a participação de delegados de vários municípios. Com o tema “Desafios da Implementação da Política da Pessoa com Deficiência: Transversalidade como Radicalidade dos Direitos Humanos”, a conferência começa às 14h, no Auditório Jimmy Queiroga.

Segundo o presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência Genézio Vieira, as pessoas com deficiência são vistas, geralmente, apenas em razão da deficiência que possuem. “Mas somos pessoas humanas e temos características diferentes. A pessoa pode ser deficiente e idosa; a pessoa negra pode ser deficiente; a pessoa lésbica pode ter uma deficiência”, declarou, acrescentando que, geralmente, a pessoa com deficiência não é vista num contexto geral, com características específicas, e isso precisa ser mudado.

A vice-presidente da Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), Carolina Vieira, destacou a importância da conferência estadual. “Essa é a hora que a militância e a sociedade civil têm para cobrar mudanças junto aos governantes, para que as políticas sejam executadas. A perspectiva é que, juntos, possamos dividir opiniões, criando um espaço democrático para que todos sejam ouvidos, a fim de trazer propostas viáveis para as políticas públicas da pessoa com deficiência na Paraíba”, declarou.

Carolina Vieira também comentou que a conferência estadual é decisiva para as regiões que não possuem órgãos de controle voltados ao público em questão. “Acabamos, agora, desembarcando em um espaço onde todos os municípios podem planejar e definir em conjunto como se dará o perfil de construção de políticas para as pessoas com deficiência na Paraíba”, disse.

Fonte: Paraíba Total

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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