Presidente Prudente lidera ranking de crimes contra pessoas com deficiência

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O direito de ir e vir que todo cidadão tem nem sempre é possível para as pessoas com deficiência devido à falta de acessibilidade que muitos encontram, sejam em estabelecimentos públicos ou particulares. Por conta das queixas relatadas à polícia, como ofensas e preconceitos, foi criado um sistema para registrar esses problemas e Presidente Prudente lidera esse ranking, com 171 casos desde 2014.

O autônomo Antônio Brito conta que sempre passa por dificuldades para se locomover. Cansado das dificuldades enfrentadas e do descaso, ele passou a andar com o Estatuto do Deficiente dentro do carro, para ter à prova seus direitos sempre que preciso.

“Ás vezes você chega ao local mancando, com dificuldade para se locomover e o pessoal começa a olhar você, começa a ‘tirar’ você. Inclusive até em proposta de emprego, eu já tive essa situação”, conta.

O preconceito, a ofensa e a falta de respeito aos direitos com a pessoa que tem algum tipo de deficiência passou a ser resolvido na polícia. Em 2014, foi criado o sistema para registro, sendo que, desde então, Presidente Prudente tem 171 casos. Na região, o segundo município com mais ocorrências é Presidente Epitácio, com 62; seguido de Rancharia, com 51; Presidente Venceslau, com 42; e Mirante do Paranapanema e Martinópolis, que possuem 25 em cada.

O delegado André Luis Luengo explica quais são os crimes mais comuns na região. “Maus tratos, violência física, violência psicológica, violência sexual e até patrimonial, de dinheiro”, afirma.

O promotor Gilson Amâncio de Souza diz que se engana quem pensa que somente as agressões se enquadram como crime contra as pessoas com deficiência. “Se recusar a ceder um acento no banco do transporte público, dependendo da situação, pode caracterizar injúria porque fere a autoestima da pessoa portadora de deficiência, quem recusa emprego injustificadamente à pessoa só por ela ser portadora de deficiência. E quando se fala em deficiência, não é somente a física, pode ser visual, auditiva”, pontua.

O delegado ainda alerta sobre a importância de se denunciar qualquer tipo de crime que seja feito contra a pessoa com deficiência. “Elas têm que se tornar visíveis e a sociedade tem que ter consciência para que faça as denúncias, para que o Estado e a Polícia Civil possam desenvolver a investigação e o mais importante, cultura e consciência de prevenção para que nem ocorra este tipo de infração”, salienta Luengo.

“Nós temos um direito muito amplo e é homologado. Então, a lei existe e tem que ser cumprida”, destaca Brito.

O Estado tem uma delegacia especializada no atendimento da pessoa com deficiência, mas fica em São Paulo (SP). Entretanto, toda delegacia no Estado tem condições de registrar a ocorrência e destacar que se trata de uma vítima deficiente, então, o sistema da polícia contabiliza esses casos e ele é adicionado aos números.

Fonte: G1

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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