Decreto obriga goianienses a ajustarem calçadas para pessoas com deficiência

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O prefeito Paulo Garcia (PT) assinou nesta quinta-feira (3/12), no Paço Municipal, um decreto que regulamenta lei federal e obriga os goianienses a ajustarem suas calçadas para se tornarem acessíveis. De acordo com o secretário de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas Pedro Wilson (PT), não há ainda prazos para adaptação ou valores de multas, mas o decreto passa a valer a partir da data de assinatura.

O secretário explicou ainda que o foco da prefeitura é educar a população e somente depois aplicar multa naqueles que não cumprirem. “É um processo educativo. Vamos ter o bom senso de não criar um pavor da população”, assegurou.

Pedro Wilson explicou que a calçada, de responsabilidade do morador, deverá ter piso tátil — para deficientes visuais — e seguir um padrão em termos de inclinação, de declividade e de sequência. “Tem umas calçadas baixas, outras muito altas que impedem que os deficientes sigam.” Conforme o secretário, haverá grande divulgação para as adequações. No caso de imóveis a serem construídos, os donos serão instruídos pela gestão municipal.

A superintendente de pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Cidinha Siqueira (PT), explicou que a multa deverá ser alta, mas que todos terão tempo suficiente para se adequarem. “Eu acredito muito na população, sei que ela vai se sensibilizar”, disse. Cidinha disse ainda que a prefeitura já pretende abrir concurso para contratar pelo menos 30 fiscais para observarem as calçadas da capital.

Deficiente física, a superintendente falou sobre as dificuldades enfrentadas e o preconceito já vivido. “Já ouvi de pessoas na rua o seguinte: ‘Quem mandou ser aleijada?’. Por isso, peço que todos eduquem seus filhos para respeitarem as diferenças.” E completou: “A deficiência não está em nós, mas na forma como a sociedade é planejada.”

Fonte: Jornal Opção

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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