ONG russa adota pintura para tratar crianças com deficiência

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Um homem de idade avançada e quase calvo caminha pelo corredor repleto de quadros. Diante de cada um deles, ele para e comenta. “Este aqui foi pintado por Filip Rissukhin, um rapaz muito talentoso. Tinha um tipo de diabetes, tomava seis injeções por dia. E este aqui é de Micha Manukian, que tem oligofrenia” diz e, na sequência, volta a andar.

Rissukhin, Manukian e muitas outras crianças são alunos ou ex-alunos da Academia INVA, fundada e administrada por Nikolai Galkin, que orgulhosamente apresenta as obras de seus discípulos.

“As crianças com deficiência mental são desprovidas do sentido da forma, mas Micha é exceção. Veja como ele consegue transmitir a forma de modo brilhante”, acrescenta.

A academia foi iniciada por Galkin e sua esposa ainda em 1992, quando criaram um pequeno estúdio infantil em Krasnodar, a mais de 1.300 km de Moscou. “Na época nem imaginávamos que iríamos trabalhar com pessoas com deficiência”, conta.

Depois de uma experiência inicial bem-sucedida, a procura entre crianças com as mesmas necessidades foi aumentando até que o estúdio de Galkin passou a trabalhar somente com as pessoas com deficiência e passou a ser conhecido como Academia INVA. A meta então era integrar crianças com deficiências à vida social por meio da pintura, sobretudo de ícones.

Além de crianças com deficiência mental, passaram a ser atendidas também as com deficiências físicas, diferentes síndromes ou doenças internas graves.

Ao longo dos 23 anos de funcionamento, já foram cerca de mil exposições com obras de alunos, que continuam sendo supervisionados pela organização mesmo após deixarem a academia. Alguns também recebem ajuda para ingressar em institutos de arte profissionais.

A INVA mantém ainda parceria com organizações internacionais que se ocupam da reabilitação de pessoas com deficiência. Os ícones pintados na INVA já adornam igrejas ortodoxas em Turku, Bruxelas e Los Angeles.

Fonte: Gazeta Russa

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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