Crianças da 1ª série aprendem língua de sinais para se comunicar com colega de classe

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Enquanto volta e meia assistimos atônitos a notícias de escolas que discriminam ou não aceitam alunos com deficiência, uma escola em Saravejo, capital da Bósnia, tem dado o exemplo, realizando o mínimo para ofertar o máximo em termos de aprendizado, convívio, civilidade e empatia: não só recebeu de braços abertos a um aluno deficiente auditivo como, ao notar seu isolamento no primeiro dia de aula, decidiu por ensinar à classe inteira a língua dos sinais.

Naturalmente que a decisão encheu de alegria a Mirzana Coralic, mãe do aluno em questão, Zeld, de seis anos de idade. A sugestão, no entanto, veio do pai de um outro aluno, e foi vista e recebida com bons olhos e sorrisos por todos os companheiros de classe de Zejd.

Para isso, a escola contratou uma professora de sinais, financiada pelos próprios pais dos colegas do menino. Passados três meses, o pequeno Zejd já consegue alegremente se comunicar com seus companheiros de classe e professores, para estudar, conversar e brincar.

Todos os alunos da sala de Zejd compreenderam que não só esse aprendizado lhes oferece a alegria de poder se comunicar com seu amigo – e, claro, a felicidade a ele de conseguir responder – como traz também algo valioso para o resto do mundo e de suas vidas.

A iniciativa se popularizou de tal forma, que outras classes já têm aprendido também a língua de sinais. Para a nova professora, a luta agora é para que o ensino se torne parte oficial do currículo escolar. Zejd vem se esforçando a aprender a ler lábios mas, enquanto isso, segue brincando e conversando com seus amigos.

Fonte: Hypeness

3 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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