Mulheres com Deficiência pedem políticas de acessibilidade e de enfrentamento ao preconceito

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O enfrentamento ao preconceito e a efetivação de recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência estão entre as principais recomendações apresentadas durante a Consulta Nacional das Mulheres com Deficiência, iniciada na última terça-feira (1º), em Brasília. Mulheres com diferentes tipos de deficiência e de diversas partes do país discutem e elaboram propostas para serem enviadas à 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (4ªCNPM), marcada para 10 a 13 de maio.
 
Para a secretária adjunta de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SPM/MMIRDH), Linda Goulart, as principais demandas estão relacionadas às dificuldades que as mulheres com deficiência enfrentam cotidianamente. “Elas reconhecem os muitos avanços, mas apontam a necessidade de colocar em prática as políticas públicas na ponta, nos Estados e nos municípios”. Linda Goulart relata a dificuldade encontrada. “As necessidades vão desde equipamentos adaptados, até a disponibilidade de profissionais capacitados e treinados para lidar com as especificidades das pessoas com deficiência”.
 
O conceito de acessibilidade é amplo e não diz respeito somente à questão de adaptação do espaço físico, como explica a secretária adjunta. “Precisamos avançar na garantia da acessibilidade em suas diversas modalidades. Pensar em instrumentos de comunicação, no acesso à educação, à saúde e ao atendimento de casos de violência,que atinge bastante as mulheres com deficiência”, ressaltou. Linda Goulart afirmou que a pauta da Consulta Nacional será levada para a 4ª CNPM, de forma a dar visibilidade às questões apresentadas.
 
Preconceito

A presidente do Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência de São Paulo, Maria Gorete Costez de Assis, defende campanhas de educação e conscientização para evitar o preconceito e a violência contra as mulheres com deficiência. "Há grandes discriminações, acima de tudo no que diz respeito à saúde e à educação",destaca. Maria Gorete também integra o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade).

 
Participante dos debates da Consulta Nacional, a jovem Sara Santos, de18 anos, quer dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes com deficiência. “A questão das meninas com deficiência merece uma atenção especial. Muitas vezes elas ficam presas dentro de casa e são superprotegidas pela família. Precisamos promover a inclusão dessas meninas, elas não têm informação sobre os seus direitos no que diz respeito ao acesso à educação e ao mercado de trabalho”, afirmou.
 
Sara Santos explica ainda que um dos principais desafios é o enfrentamento ao preconceito. “A questão da autoestima é algo que pega muito forte. Temos que combater os padrões de beleza que existem hoje, que nós, mulheres com deficiência, não nos enquadramos e acabamos sofrendo discriminação. Faltam informação e campanhas de conscientização”, defende.
 
Fonte: Assessoria
 

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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