Pessoas com deficiência usam recursos próprios para construir rampa em praça pública

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Grupo reclamou da falta de acessibilidade e de mobilização da prefeitura. Prefeitura informou que há projeto de readequação para praça em Macapá.

Pessoas com deficiência física que praticam basquete na praça Barão do Rio Branco, no Centro de Macapá, juntaram-se e pagaram com recursos próprios um profissional para construir uma rampa de acesso à quadra. A obra, que custou R$ 100, foi executada no sábado (26), com a ajuda dos próprios cadeirantes. Eles compraram um saco de cimento, contrataram um pedreiro e receberam doações de areia e seixo.

O grupo de esportistas, representado pela Associação dos Deficientes Físicos do Amapá (Adefap), informou que há três anos solicita à prefeitura a adaptação do espaço. Eles dizem que o pedido nunca foi atendido.

Segundo a prefeitura, existe um projeto em andamento de revitalização e readequação da praça.

De acordo com o grupo, para entrar na quadra, os deficientes precisavam da ajuda de alguém. A equipe de basquete treina no local há cerca de 2 anos.

“Quando a gente pede acessibilidade, ela não é só para a pessoa com deficiência. Acessibilidade serve para todo mundo, serve para o idoso, serve para a grávida, e serve também para as pessoas com deficiência. A gente precisa ali de, no máximo, um metro. Esse manifesto aqui hoje [sábado] foi para quebrar e, em seguida, recuperar o espaço quebrado”, falou o atleta Rogério Santos.

“Demos prazo para eles [prefeitura]. Avisamos que até sexta-feira [25] se não tivesse feito [o acesso], no sábado não precisava mais, porque a gente viria fazer”, disse o vice-presidente da Adefap, Fernando Oliveira.

A associação informou que contratou um pedreiro para fazer a obra de acessibilidade no espaço público.

“Cada um tem que, primeiro, ajeitar a sua casa. Os órgãos públicos não são acessíveis, e não fazem por onde ser. Eles têm a responsabilidade, a obrigação de tornar acessível principalmente a casa deles. Eles não fazem por onde. Ora, se eles não fazem, vamos fazer no lugar deles”, concluiu Samuel Silva, presidente da Adefap.

Fonte: G1

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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