Jogador com deficiência inspirou acessibilidade do game Uncharted 4

Segundo o jogador, algumas ações exigidas em Uncharted 2 acabavam impedindo que jogadores com deficiência pudessem terminá-lo sem a ajuda de outra pessoa

Nathan Drake, personagem principal de Uncharted, está em primeiro plano, ao lado de vegetações. Ao fundo, uma paisagem montanhosa. No texto, Uncharted 4: A Thief's End.
Compartilhe:

Quem explorar o menu de opções do game Uncharted 4: A Thief’s End, para PlayStation 4, encontrará opções para garantir a acessibilidade do game para pessoas com deficiência. Essas mudanças, que permitem uma jogabilidade diferenciada, foram implementadas após um jogador com deficiência procurar a Naughty Dog, produtora do jogo, para reclamar de algumas características de Uncharted 2: Among Thieves, jogo do PlayStation 3.

O nome do jogador é Josh Straub e sua reclamação dizia respeito a alguns eventos – os populares “Quick Time Events”, onde é necessário apertar uma sequência de botões durante uma janela de tempo – que exigiam que os jogadores apertassem de forma rápida e repetitiva determinados comandos.

Straub entrou em contato com a responsável pela interface do usuário da produtora, Alexandria Neonakis, explicando que algumas ações exigidas pelo jogo acabavam impedindo que jogadores com deficiência pudessem terminá-lo sem a ajuda de uma outra pessoa.

Mais do que diversão

“No decorrer da vida, minhas opções de entretenimento foram ficando limitadas. O que os desenvolvedores de jogos precisam entender é que esses games fazem mais do que entreter pessoas com deficiência. Eles são como uma válvula de escape para as limitações que essas pessoas encontram na vida real”, afirma Straub. Para o jogador, os games também são um meio de socialização. “Eles geram um espaço social no qual, em vez de as pessoas serem julgadas pela sua aparência física, elas são avaliadas pelas suas ações e o que produzem no game”.

Entre as opções de acessibilidade de Uncharted 4, estão a possibilidade de segurar um botão – em vez de apertá-lo repetidamente -, a possibilidade de travar a mira em oponentes, o que diminui a necessidade de operar o analógico direito do controle, e a troca de cor dos times do modo multiplayer, que antes eram divididos em vermelho e verde e, agora, se tornaram vermelho e azul.

Fonte: UOL Jogos

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *