Fotografias retratam laço entre pessoas com deficiência e seus cuidadores

Roger Bueno tem uma deficiência congênita na mão direita e quer, por meio de fotografias, motivar uma reflexão sobre saúde, trabalho e exclusão social

Rapaz com deficiência intelectual olha e faz carinho em um amigo sentado ao lado com um controle de videogame nas mãos.
Compartilhe:

Supostamente, uma foto tremida é uma foto desperdiçada. Mas não quando o fotografo é o jovem Roger Bueno, de 24 anos, nascido com uma deficiência congênita na mão direita. Nas imagens de Roger, o tremor é discurso, é amor, e suas fotos mostram nada além disso: afeto, empatia, companheirismo e dedicação entre pessoas com deficiência e seus cuidadores.

Roger é estudante de comunicação social com habilitação em Publicidade e Propaganda, na condição de bolsista, na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, e estas fotos são seu primeiro contato com a fotografia. Além de retratar o afeto entre essas pessoas, a série procura, segundo Roger, “motivar uma reflexão sobre temas como saúde, trabalho e exclusão social”.

As imagens são inspiradas nos tios de Roger, Valdemar e Marieta. Seu tio sofre, há mais de 20 anos, de um transtorno mental, agravado por internações em manicômios, com tratamentos cruéis e desumanizados. Além do acompanhamento médico, Valdemar depende exclusivamente de Marieta, e essa natureza de troca, confiança e cuidado é que inspirou Roger.

A natureza dessas relações, porém, é bastante complexa e variada, dando-se ora entre pais e filhos, ora maridos e esposas, avós e netos, e até mesmo amigos simplesmente.

O que Roger quer é apontar uma luz sobre um tema que, segundo ele, está na “escuridão”: chamar a atenção para as dificuldades que enfrentam, seja em seu cotidiano, seja no mundo, ou até mesmo para além de suas limitações – por exclusão social ou preconceito – e, assim, revelar o amor e a humanidade entre essas pessoas como saída para qualquer dor.

O ensaio completo está disponível na matéria publicada no Hypeness.

Fonte: Hypeness

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *