Viral com atletas paralímpicos na academia é premiado no maior festival de publicidade do mundo

“O Treino que Muda Opiniões” é finalista em quatro categorias e ganha dois leões de bronze no Festival de Cannes

Duas judocas estão deitadas no tatame, lutando. Uma usa kimono azul, e a outra usa kimono branco.
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Lembra do viral “O Treino que Muda Opiniões”? Lançado e viralizado nas redes sociais em setembro de 2015, o vídeo foi finalista em quatro categorias e ganhou dois leões de bronze no Festival de Cannes – o equivalente a duas medalhas de bronze no maior prêmio da publicidade mundial. Os prêmios saíram nas categorias Mídia e Relações com a Imprensa.

O vídeo, feito pela agência Ogilvy para o Rio 2016, foi premiado entre centenas de peças e ações de publicidade do mundo inteiro. Em Cannes, na França, uma comissão de jurados analisa todas as inscrições e define quais entram na shortlist, uma seleta lista com os finalistas aos prêmios em cada categoria. “O Treino que Muda Opiniões” entrou na shortlist de quatro categorias e saiu com o prêmio em duas delas. Além dos bronzes em Mídia e Relações com a Imprensa, o vídeo foi finalista em Causa Social no Entretenimento Esportivo e Experiência de Marca no Entretenimento Esportivo.

A ação mostra o quanto o esporte para pessoas com deficiência pode surpreender os espectadores. No vídeo, três atletas de ponta do Brasil chegam de surpresa em uma academia e mostram do que são capazes. Luciano “Montanha” Dantas, que tem nanismo, deixa todos de boca aberta com o peso que consegue levantar no supino. Vinícius Rodrigues, amputado da perna esquerda, corre em velocidade impressionante na esteira. Lúcia Teixeira, judoca com deficiência visual, derruba todo mundo sem dificuldade no tatame.

As reações das pessoas na academia são o ponto alto do vídeo: “São todas espontâneas e mostram o quanto realmente ficaram surpreendidas”, diz Ricardo Cirillo, gerente de propaganda e promoção do Comitê Rio 2016. A ideia é mostrar uma prévia do que os torcedores podem conferir nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Se na academia foi assim, imagina o quão surpreendente pode ser assistir a uma competição Paralímpica ao vivo?”, sugere Cirillo.

O vídeo cumpre seu objetivo de divulgar e engajar o público nos Jogos Paralímpicos. “Essa campanha repercutiu mais do que todos os meus resultados no esporte. Antes do vídeo, quase ninguém sabia que eu era atleta”, conta Lúcia Teixeira, atleta com deficiência visual que ficou impressionada com seu reconhecimento após a ação.

Fonte: Rio 2016

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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