Atores cegos protagonizam espetáculo infantil no Rio

O espetáculo tem entrada gratuita e fica em cartaz até o final de agosto, com intérpretes de Libras, audiodescrições e legenda eletrônicas aos sábados

Foto de um espetáculo de dança; uma jovem mulher, com uma blusa amarela, sorri com os braços arqueados, enquanto um outro homem interage com ela; há pedaços coloridos de tecido descendo do teto
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O espetáculo infantil “Ventaneira – A Cidade das Flautas”, está em cartaz no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Tereza, Rio de Janeiro. Inspirada na obra “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, a apresentação conta com dois atores cegos: a própria autora, Moira Braga, e Felipe Rodrigues.

Com montagem dirigida por Morena Cattoni, a adaptação já está em cartaz aos sábados e domingos, às 11h, até 28 de agosto. A classificação é livre e a entrada é gratuita, além de exibições com intérpretes em Libras, audiodescrições e legendas eletrônicas. Para Moira, que é atriz e bailarina, “O texto inspira poesia, música, movimento e aborda, com muita leveza, o tema das diferenças, da diversidade e da capacidade humana de superar limitações com criatividade e tolerância”.

Ventaneira é uma cidade fantástica onde flautas voam amarradas em pipas coloridas e só o sopro dos ventos pode tocar estes instrumentos musicais. Um dia, amanhece silenciosa, sem ventos e sem música. Até que o menino Rudin, o único habitante de Ventaneira que não sabia nem fazer flautas nem empinar pipas, e que só consegue ver o que suas mãos podem alcançar, descobre como trazer a música e a alegria de volta à cidade. Através de Rudin, o público se identificará com questões pertinentes a toda criança: se sentir diferente, ser excluído das brincadeiras, não ser compreendido por ter uma forma especial de observar o mundo.

Este é o terceiro espetáculo que Moira Braga e Felipe Rodrigues fazem juntos. O primeiro foi o infantil “Nhac! Uma Lição de Queijo”, com direção de Mati Lima, pela PAR Cia de Teatro, e, o segundo, a peça “Volúpia da Cegueira”, dirigida por Alexandre Lino. “Acho que o desafio de trabalhar com artistas com deficiência não é muito diferente do desafio de trabalhar com artistas sem deficiência. Todo o processo de criação pressupõe aprendizado e desafios”, conta Moira.

Para a diretora Morena Cattoni, que pela primeira vez trabalha com atores com deficiência, o processo tem sido uma grande descoberta. “Aprendi que atores com deficiência são pessoas com outras eficiências. Felipe e Moira são talentosos e muito disponíveis e isso é o mais importante em um processo de criação. ‘Ventaneira’ é um desafio por si só, pois não é uma dramaturgia e, sim, um conto. Como encenar este conto e torná-lo teatro é o nosso desafio”, completa.

Ventaneira – A Cidade das Flautas
Quando: de 6 a 28/8, às 11h (sábados e domingos)
Duração: 1 hora
Número de lugares no espaço: 86 lugares
Onde: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa
Tel: (21) 2215 0621
Quanto: entrada gratuita
Obs.: Aos sábados as sessões contam com Intérprete de LIBRAS, áudio-descrição e legendas eletrônicas

Fonte: Assessoria

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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