Estilistas criam soluções em moda para pessoas com deficiência

Criada há oito anos, a iniciativa tem como proposta estimular jovens estilistas a pensar em soluções funcionais na moda, por meio do respeito à diversidade

Foto do desfile com roupas inclusivas; três modelos estão em uma passarela. O primeiro modelo é um homem negro e jovem, à esquerda; as duas outras modelos, mulheres brancas e jovens, estão em cadeira de rodas
Compartilhe:

Em parceria com a Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência há oito anos, a Vicunha Têxtil realiza o Concurso Moda Inclusiva. A iniciativa tem como proposta estimular jovens estilistas a pensar em soluções funcionais na moda, por meio do respeito à diversidade.

Os finalistas abusaram da criatividade para elaborar looks divertidos e inovadores, que respeitem as limitações físicas de pessoas com deficiência e exponham ideias práticas para ampliar o conforto e a autoconfiança.

Há anos, o projeto cria um engajamento que gera frutos que vão muito além do próprio evento. O vencedor da última edição do Concurso Moda Inclusiva, o gaúcho Eligolande Furtado, criou peças inspiradas nas Paralimpíadas do Rio 2016.

Com ênfase na celebração das delegações, as criações eram repletas de funcionalidade, com bolsos com lapela conversível e cós pensado para firmar a carteira e zíperes descartáveis com encaixe facilitado. “Desde que venci o concurso, criei em Pelotas, no Rio Grande do Sul, um grupo de pesquisa em moda inclusiva que abrange diversas áreas para discutir a mobilidade”, conta Eligolande.

Para esta edição, a estilista colombiana Natsue Kiyama pensou nas pessoas que sofreram amputações dos membros inferiores para criar um look inspirado nas “Pilchas Gauchas”, indumentárias utilizadas pelos gaúchos colombianos, refletindo as tradições e raízes da região.

“Busquei resolver problemas cotidianos que pessoas com amputação enfrentam ao se vestir, conferindo autonomia, segurança e conforto”, explica Kiyama. Para criar uma calça, a estilista utilizou o brim Ypoá, da Vicunha. Um poncho com recortes geométricos na cor amarela e com aplicações de crochê foi elaborado no brim Kidman.

Já o paraense Rodolfo Arlen vê a iniciativa como uma realização pessoal, pois conviveu com pessoas com deficiência e sempre sonhou em ajudá-las de alguma maneira. Para o concurso, se inspirou em figuras que demonstram força e superação, como o Soldadinho de Chumbo, do conto “O Quebra-Nozes”, de Alexandre Dumas, personagem que não tinha uma das pernas.

Os denims super stretch Malvina, ideal para criar peças que permitem liberdade de movimento, e Colin, 100% algodão, foram escolhidos para a produção das peças. “Uma roupa não define quem você é ou o que pode se tornar. Já presenciei, inúmeras vezes, pessoas com deficiência ficarem desconfortáveis com roupas, constrangidos com olhares de curiosos. Então, é neste momento que entro com minha proposta de acessibilidade, visibilidade e cuidado”, conta Arlen.

A mineira Larissa Cunha, por sua vez, focou na moda casual para criar adaptações que facilitem a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida. Priorizando o conforto, a estilista buscou aproveitar texturas que despertem sensações táteis, investindo em detalhes que conferem charme ao look.

“A coleção propõe um olhar moderno e conceitual da moda casual, promovendo bem-estar, para que o usuário encontre facilidade no vestir e ganhe mais independência e interação com a roupa”, conta Cunha. O brim Baldwin, com sarja diagonal bem marcada, foi a escolha da estilista para a confecção das peças.

Além de fornecer os tecidos para a confecção dos looks dos finalistas e como prêmio aos três melhores colocados, a Vicunha Têxtil oferece ao grande vencedor um mês de estágio remunerado na empresa.

Fonte: Redação Bonde

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *