Projeto torna a leitura acessível a pessoas com deficiência visual

Apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo para pessoas com deficiência visual

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Um projeto desenvolvido pelo grupo AED Tecnologia promete tornar o hábito da leitura acessível para pessoas com deficiência visual. A “Biblioteca Acessível” inova o formato mais conhecido de audiodescrição. A reportagem é da rádio Tribuna BandNews FM.

“Esse projeto foi aprovado na Funcap em 2013. Desde 2013, e um pouco antes com recursos próprios, começamos a desenvolver um software que pudesse criar um formato de livro proprietário compatível com o Mecdaisy, que é uma tecnologia conhecida de audiodescrição e, ao mesmo tempo, que a gente pudesse descrever esse texto no mouse-braile. Com apoio do laboratório, todo o capital humano que está instalado no Instituto Federal do Ceará (IFCE), a gente conseguiu desenvolver esse material”, afirma o desenvolver do software, Heyde Leitão.

De acordo com o Censo de 2010, o País conta com 6 milhões e meio de pessoas com deficiência visual. Destes, 582 mil são cegos e apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo para esse público, ou seja, livros em braille, computadores adaptados ou audiobooks.

A Biblioteca Acessível é uma plataforma de acessibilidade formada por um tablet android, software para escrita e leitura, película de suporte à digitação e dispositivo portátil de leitura em braille. Um pacote de 150 livros em formato próprio, no idioma português, compõe o acervo digital da biblioteca. Entre os livros presentes estão A Carteira, de Machado de Assis; A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães; e A Arte da Guerra, de Sun Tzu.

O professor do Instituto dos Cegos, parceiro da empresa que desenvolveu a novidade, Paulo Roberto, que também é deficiente visual, ressalta a importância da inclusão do deficiente às artes.

“O Instituto dos Cegos é uma entidade pioneira em muitas coisas, inclusive com a informática, a inclusão digital, com a Academia de Letras que fundamos, o Maracatu Luzes da Alma. É a cidadania pensada em todos esses projetos que incluem a pessoa na vida social”.

Fonte: Tribuna do Ceará

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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