Projeto brasileiro para velocistas cegos disputa prêmio mundial de tecnologia

Projeto conecta sensores em pistas de atletismo a vestimentas dos esportistas

Foto da atleta Terezinha Guilhermina. Ela tem os olhos vendados e corre em uma pista de atletismo ao lado de seu guia. Ela está à frente de outro atleta e seu guia, que estão mais ao fundo.
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O Brasil será representando por um projeto desenvolvido no Amazonas na disputa pelo Sports Technology Awards, prêmio internacional de tecnologia para o esporte. A iniciativa brasileira consiste em dar autonomia a velocistas cegos, orientados por estímulos táteis a partir de sinais emitidos por sensores nas pistas de atletismo.

A coordenadora do Centro de Inovação em Controle, Automação e Robótica Industrial (Cicari), Ana Carolina Oliveira Lima, explica a abordagem da concepção da ideia, em 2012, até a expectativa de revolucionar uma modalidade paralímpica.

“Gostaríamos que algum dos nossos protótipos, seja o bracelete ou o macacão, já na forma de produto, pudesse transformar a concepção atual de corrida de pista em jogos paralimpícos”, afirma a pesquisadora, em referência ao fato de a tecnologia dispensar a necessidade de um segundo atleta ao lado dos competidores deficientes visuais.

A especialista destaca, ainda, o papel que a iniciativa terá para os atletas no futuro. “Eu acredito que esse tipo de tecnologia possa beneficiar as futuras gerações, para que não precisem mais de guias para executar essas competições. E o Brasil está sendo o primeiro País a levar esse conceito”, completou.

Indicação

A indicação para o prêmio recaiu sobre o grupo de pesquisa Cicari, autor do projeto Meu Guia, com apoio de dois editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do MCTIC.

“Todo esse trabalho só saiu por causa do CNPq”, ressalta a pesquisadora, que também coordena o Núcleo de Tecnologia Assistiva da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), programa liderado pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI).

O Cicari é finalista na categoria “melhor inovação em vestimenta” e, segundo a coordenadora, tem pela frente cinco concorrentes associados a empresas e, portanto, mais próximos do mercado. O Sports Technology Awards destaca inovações de grandes marcas esportivas do mundo. A proposta amazonense já havia vencido, em 2015, o prêmio nacional Santander Universidades.

Graduada em Tecnologia em Processamento de Dados pelo Instituto de Tecnologia da Amazônia, em 2003, Ana Carolina possui mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica pela UFCG, com experiência em engenharia de software e fabricação de produtos de tecnologia assistiva.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTIC

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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