Livros didáticos tradicionais ganham adaptação para pessoas com deficiência no Rio

Ação da UFRRJ é pioneira e inédita, inclusive internacionalmente, e tem participação da Unicef e da Movimento Down

Foto de uma sala de aula. Sobre uma mesa escolar há o protótipo de arcada dentária humana em tamanho grande. À frente, mãos seguram um tablet que mostra esses dentes em uma animação 2D
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Os pesquisadores do Observatório de Educação Especial e Inclusão Escolar (ObEE) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) estão adaptando livros didáticos tradicionais. O objetivo é que esse material seja acessível para estudantes cegos, surdos, com deficiência intelectual e autismo. A iniciativa acontece a partir de um projeto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização não governamental (ONG) Movimento Down, iniciada em 2014.

A universidade conta com uma equipe interdisciplinar, formada por pesquisadores de diferentes instituições do estado. Entre elas estão a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Colégio Pedro II e a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio).

Em campo

O livro didático digital vem sendo desenvolvido na perspectiva da metodologia do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). A ideia é começar a aplicação do projeto-piloto em agosto. Alguns dos professores serão selecionados para turmas de alunos cegos, surdos, com autismo e deficiência intelectual. “Temos que ir para as escolas, no contexto real das salas de aula, para validar o protocolo”, disse Márcia Pletsch, coordenadora do grupo de pesquisa do departamento.

A equipe de pesquisadores da UFRRJ e da Uerj vai atuar junto aos professores, acompanhando a aplicação do livro digital nas salas de aulas. Márcia Pletsch lembrou que, para garantir  acessibilidade a todos, o projeto observa especificidades teóricas de linguagem e construção do desenvolvimento cognitivo dos diferentes tipos de deficiência.

Fonte: Agência Brasil

3 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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