Equipamentos culturais acessíveis em São Paulo

Confira a lista de espaços e projetos do Estado de São Paulo que incentivam a acessibilidade à cultura para toda a população

Em fundo roxo, ícones que representam um quadro e cortinas de veludo
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A Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo divulgou a relação completa de equipamentos culturais acessíveis.
Além de se preocupar com a estrutura dos prédios, em relação à presença de rampas, elevadores e banheiros adaptados, atividades especiais são promovidas para permitir às pessoas com deficiência o acesso ao conteúdo das produções.

Espetáculos direcionados, visitas monitoradas e atividades educativas buscam atender às necessidades especiais dos visitantes.

Algumas das ações presentes nas atividades são a tradução em libras, audiodescrição, legendagem, disponibilização de materiais e de livros em braile ou audiolivros, por exemplo.

Para identificar e sinalizar iniciativas que contenham recursos para possibilitar o acesso às pessoas com deficiência, foi criado o Selo da Acessibilidade Comunicacional.

Diante do incentivo, listamos abaixo algumas atividades culturais oferecidas pelo Governo do Estado de São Paulo que promovem o acesso à pessoa com deficiência.

SERVIÇO

Espaços e projetos culturais que promovem acessibilidade 

Pinacoteca

O Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE) promove o acesso a grupos de pessoas com deficiências sensoriais, físicas, intelectuais e transtornos mentais à Pinacoteca, por meio de abordagens e recursos multissensoriais. As visitas são realizadas por educadores especializados, inclusive em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).

O PEPE também realiza cursos de formação para profissionais interessados em usar a arte e o patrimônio como recursos inclusivos e desenvolve publicações para o público deficiente visual e auditivo. Para garantir a autonomia de visitação ao público com deficiência visual foi desenvolvida a Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras e um videoguia para o público surdo.

Para mais informações sobre este programa contate 3324-0945 ou o e-mail educaespecial@pinacoteca.org.br.

Estação Pinacoteca

A Estação Pinacoteca possui visitas educativas a grupos agendados, com educadores especialistas no atendimento de pessoas com deficiência. Basta agendar por telefone. Essa visita acontece no espaço expositivo da Exposição Arte no Brasil: uma história do modernismo na Pinacoteca de São Paulo.

A Estação ainda possui maquete tátil para investigação da arquitetura do prédio em que está localizada; material de apoio multissensorial de compreensão e análise das pinturas (maquetes táteis, pranchas em alto relevo e autocontraste). O equipamento facilita a compreensão das pinturas a pessoas com deficiência visual, baixa visão e deficiência intelectual. O agendamento é feito pelo telefone (11) 3324-0944 ou 3324-0943.

Museu Catavento

O Catavento Cultural e Educacional, museu de Ciência e Tecnologia, oferece o roteiro Catavento Acessível, com visitas guiadas dirigidas a pessoas com deficiência física, visual ou intelectual. O conteúdo abordado é adaptado a cada tipo de deficiência, sempre com ênfase na associação do teor científico das instalações do Catavento com o dia a dia do visitante. O roteiro é desenvolvido de forma lúdica e pautada por exemplos práticos, explorando o lado sensorial para estimular a interatividade do grupo com as atividades propostas.

O passeio está disponível de terça-feira a sexta-feira, para grupos agendados. A capacidade diária de atendimento é de 160 pessoas. Basta preencher o formulário de solicitação no site www.cataventocultural.org.br.

Museu Afro Brasil

O Museu Afro Brasil possui um programa de acessibilidade chamado Singular Plural. Ele atende pessoas com deficiência intelectual, surdos, pessoas com baixa visão e cegos, com transtornos mentais, comprometimentos neuromotores e pessoas com deficiências múltiplas.

Às terças e quintas ainda são realizadas visitas agendadas em Libras (Língua Brasileira de Sinais), feitas por um educador do museu que possui deficiência auditiva e organiza projetos voltados a surdos. Também está disponível ao público um audiolivro sobre o Acervo do Museu.

O Museu também lançou um aplicativo para dispositivos móveis (IOS e Android, em português e inglês), com ferramenta de audioguia para acesso a conteúdos exclusivos via QRCode. Ele oferece informações referentes aos Núcleos do Acervo, bem como conteúdo exclusivo de exposições temporárias.

O Museu Afro Brasil ainda dispõe de uma seleção de obras originais e reproduções de obras liberadas ao toque, maquetes tridimensionais com legendas em dupla leitura (tinta e Braille), reproduções em relevo de obras de arte e jogos educativos e áudio livro.

Museu da Diversidade

Localizado dentro da Estação República do Metrô, tem acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Dentro do Museu há rampas para cadeirantes. O projeto expográfico também garante aos deficientes físicos acesso a todas as obras da exposição.

O equipamento possui videoguia da exposição em cartaz e todas as obras possuem legendas reproduzidas em Braille. Os educadores do Museu também participam de treinamentos e curso capacitadores para atuar junto a pessoas com deficiência.

Museu do Café

O Museu do Café inclui pessoas com deficiência por meio de programas acessíveis que acontecem sob agendamento. As atividades oferecem desde visita monitorada especial até a realização de atividades específicas em que o grupo pode ter um contato ainda mais próximo com o café, a partir de estímulos e dinâmicas que atingem os sentidos e a percepção sensorial, algo que o café permite explorar por suas características e sua química. A arte e a história também são apresentadas por meio de atividades específicas, que exploram o conhecimento patrimonial do café e do Edifício da Bolsa Oficial de Café.

O espaço ainda desenvolve ações específicas ao público com deficiência. O Café com arte ensina a técnica de construção de vitrais; em Cafés Especiais as áreas individual e sensorial, os sentidos do olfato e paladar são trabalhadas; e as Dinâmicas Especiais com Acervo Pedagógico e Educativo expõe noções de educação patrimonial por meio da apresentação e manuseio de objetos que compõem o acervo do museu

Todas as atividades são executadas de forma adaptada ao grupo visitante. O público das atividades especiais são pessoas com deficiência física, cognitiva e intelectual. Os contatos para agendamento e informações são o e-mail educativo@museudocafe.org.br e o telefone (13) 3213-1756.

Museu de Arte Sacra

A Ação Educativa do Museu de Arte Sacra desenvolve o Programa de Acessibilidade com visitas mediadas, contação de histórias com roteiro que privilegia a audiodescrição e tradução simultânea em Libras, além de cursos para professores e oficinas que tratam desta temática. Paralelamente a esse trabalho, os educadores desenvolvem uma série de materiais de apoio que possibilitam a fruição do acervo e das exposições temporárias.

Museu do Futebol

O Museu do Futebol foi planejado para ser acessível desde sua concepção, com salas e conteúdos pensados – e reanalisados constantemente. Estão disponíveis audioguia para pessoas cegas e/ou baixa visão; audioguia em português, inglês e espanhol; piso tátil em todo o percurso; maquetes e materiais táteis sobre o estádio e o conteúdo das salas no percurso do piso tátil. Os funcionários e educadores do Museu também são preparados para atender públicos diversos, entre eles, pessoas com deficiência.

Museu Casa de Portinari

O Museu Casa de Portinari possui rampas adaptáveis, oferece cadeiras, bengalas, andadores e bancos para descanso. Há também um banheiro adaptado. Disponibiliza visita monitorada, textos informativos em tinta e braile; audioguia e DVD em Libras; maquete tátil com a arquitetura do Museu; réplicas táteis de obras bi e tridimensionais; réplicas táteis de móveis e ambientes; jogos, quebra-cabeças e detalhes de obras. O público surdo tem também a oportunidade de saber mais sobre os detalhes da Capela da Nonna por meio do QR Code, com o auxilio de seu próprio celular, ou pelo tablet que a instituição disponibiliza para os usuários.

O espaço ainda realiza oficinas específicas para o público da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Todos os anos o Museu Participa da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech). No site, há vídeo acessível na Língua Brasileira de Sinais (Libras), além do Hand Talk uma ferramenta que traduz simultaneamente o conteúdo dos textos para Libras.

Museu Índia Vanuíre

O Museu Índia Vanuíre é totalmente adaptado para pessoas com deficiência. A parte externa do prédio possui  rampas de acesso e a área interna possui banheiro adaptado. Oferece cadeiras de rodas e bancos para descanso. Além da visita orientada, são disponibilizados vídeos áudio descritivos para o público cego, vídeos com janelas close caption para surdos, vídeos legendados, estes sendo disponibilizados no módulo Aldeia Vanuíre, das etnias Kaingang e Krenak. São oferecidos ainda objetos indígenas para serem tocados pelo público cego ou com deficiência intelectual, entre eles manequins táteis e as maquetes tridimensionais. Além de itens do acervo em relevo e miniatura. No site, está disponibilizado o aumento da fonte para pessoa de baixa visão, além do Hand Talk uma ferramenta que traduz simultaneamente o conteúdo dos textos para Libras.

Toda última sexta-feira  do mês, por meio do Projeto o Olhar é o Sentir Pelas Mãos, é realizado um encontro com duração de três horas em que são realizadas oficinas temáticas com público cego. Às quartas-feiras são realizados encontros com atividades lúdicas, reflexivas e temáticas para o público com deficiência mental. Todos os ano o Museu participa da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech).

Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro

O Museu Felícia Leirner e o Auditório Claudio Santoro possuem corrimãos na escada para acesso ao Auditório e um elevador na parte interna para a plateia. O Museu conta com vagas de veículos destinadas a esse público. No site, está disponibilizado o aumento da fonte para pessoa de baixa visão, além do Hand Talk uma ferramenta que traduz simultaneamente o conteúdo dos textos para Libras.

Museu da Imagem e do Som – MIS

Além da acessibilidade física – como rampas de acesso, elevadores, piso tátil e banheiros adaptados – o MIS também oferece guias-videntes, audiodescritores e visitas direcionadas a esse público. O Núcleo Educativo do Museu conta com profissionais capacitados a realizar audiodescrição, e visitas para público de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Museu da Casa Brasileira – MCB

Para o público com deficiência visual, é permitido fazer visitas táteis, nas quais o visitante recebe uma luva e pode tocar algumas peças do acervo do museu. Pessoas cegas também podem conferir a maquete tátil do Museu da Casa Brasileira, além de um folder em braile sobre o museu.

O espaço possui ainda materiais pedagógicos que podem ser usados pelo público com deficiência visual, intelectual, entre outras. São eles: prancha texturizada para desenho, na qual é possível desenhar e sentir através do tato o que foi realizado e esquema corporal tátil, blocos lógicos. Material específico sobre o museu: pranchas táteis com detalhes da fachada do museu e das peças do acervo MCB e miniaturas de peças do acervo.

Também fazem parte da programação a realização de jogos e propostas pedagógicas usadas em visitas educativas tanto com o público sem deficiência quanto com deficiência como, por exemplo, contação de histórias com as peças do acervo.

Biblioteca São Paulo

A programação da Biblioteca de São Paulo permite acolher e integrar crianças e adultos com deficiência intelectual ou física, por meio de brincadeiras e jogos, adaptando os recursos para esse público tão especial. Os programas permanentes como Clube de Leitura e Jogos Sensoriais (brincadeiras que estimulam a habilidade sensorial e a memória), são exemplos de atividades que permitem a inclusão de pessoas com deficiência.

No acervo são disponibilizados cerca de 1.155 de audiolivros e 188 exemplares em braille. Estão à disposição, também, dois ampliadores de caracteres destinados às pessoas com baixa visão, além de lupas eletrônicas, folheador eletrônico, leitores digitais, display braille/leitor tátil, teclado para computador, linha braile, impressoras braileTermofusora e mouse óptico. A BSP tem ainda scanners capazes de “transformar” livros escritos em arquivos de áudio o que permite que o visitante leve o audiolivro para casa – basta ter em mãos algum tipo de mídia para armazenar o arquivo como MP3, pen drive, CD ou DVD.

São Paulo Companhia de Dança

Desde 2013, a São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite ao público cego, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo. Neste ano, com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a SPCD, promove e amplia o programa. A tecnologia avançada do aplicativo Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em libras e subtitulação, permitindo às pessoas com deficiência entrar em contato com a experiência da dança.

Fonte: Portal do Governo de São Paulo

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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