Pesquisador da USP quer descobrir causas de deficiências mentais

Estudos anteriores apontam que parte das deficiências são causadas pelo consumo de álcool e drogas na gravidez

Foto da fachada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
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O professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, João Monteiro de Pina Neto, quer descobrir o porquê de nascerem pessoas com deficiência mental e quais as causas que levam a esses problemas, para poder encontrar soluções e preveni-las.

Pina Neto, que é médico geneticista e contará com o apoio do Centro de Medicina Genômica, do Hospital das Clínicas (HCRP), já tem estudos realizados sobre o tema, que apontam que algumas das causas das deficiências são fatores que não são genéticos, como o consumo de álcool e drogas durante a gestação.

Além disso, Pina Neto afirma que a pesquisa é necessária por contar com bibliografia escassa sobre o assunto.

“Nós vamos procurar as causas das deficiências dessas crianças. Não há estudos específicos mostrando por que crianças e adultos têm deficiência. O nosso projeto é trazer o trabalho de médicos e laboratórios do HC para dentro das APAEs, estabelecer as causas das deficiências mentais nos municípios e detalhar trabalhos de prevenção”, comenta o geneticista.

Estudo realizado em 2013, em conjunto com o professor da FMRP Erikson Furtado, apontou que a deficiência em 45% das pessoas pesquisadas tinha como origem o álcool e as drogas consumidos pela mãe. Já 30% das mulheres que realizavam o pré-natal naquele momento, com acompanhamento de médicos do HC, consumiram álcool durante a gravidez, em nível apontado como nocivo.

Nesta pesquisa, eles identificaram que, em países com serviço de pré-natal com melhor qualidade, o número de nascimentos de pessoas com algum tipo de deficiência mental é três vezes menor do que no Brasil, por exemplo.

Foto: Divulgação/HCRP
Fonte: Revide

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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