Enem em libras passa por teste

Prova deste ano terá vídeo com os enunciados das questões em libras para auxiliar os candidatos com deficiência auditiva

Foto de uma sala de aula, com três alunos, um garoto e duas garotas, de aproximadamente 16 anos. Eles olham para uma televisão. Nela, é mostrado um vídeo com um professor fazendo um sinal em libras com as mãos
Compartilhe:

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano está cheio de novidades. A primeira delas é que a prova será feita em dois domingos, nos dias 5 e 12 de novembro. Outra, diz respeito à inclusão. Os candidatos com deficiência auditiva poderão ver, pela primeira vez, um vídeo com os enunciados das questões em libras. Apesar de conseguirem ler em português, esta não é a língua fluente para a maioria dos surdos, como a língua brasileira dos sinais, por exemplo.

A dinâmica é tão diferente que exigiu a elaboração de dois exames distintos. A questão da segurança também foi avaliada para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tomasse essa decisão. Ao todo, foram 6,7 milhões de inscrições confirmadas para a prova federal. Quem precisava de qualquer recurso de acessibilidade teve que fazer o pedido no ato da inscrição.

Recurso em teste

O Inep disponibilizou 60 questões em seu site com o mesmo modelo que será aplicado em novembro. Nele, o órgão afirma que a iniciativa ainda está em “caráter experimental”. André Lima Cordeiro, professor de Espanhol do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), já elaborou um simulado para treinar seus alunos.

Os professores fizeram questões que foram filmadas na língua de sinais e transferidas para dispositivos de vídeos individuais. A aluna Mariana Rios, de 20 anos, foi uma das que fez o simulado. 1.634 candidatos, assim como ela, também pediram este recurso para o exame oficial e outros 1.357 requisitaram um intérprete de libras ao vivo.

Concurso mais inclusivo esse ano

Não são só os candidatos surdos que terão recursos de acessibilidade. A organização do Enem também prevê provas ampliadas para pessoas com baixa visão, auxílio transcrição para participantes incapacitados de escrever e ajuda na leitura. Além disso o exame contará com mobiliário mais acessível, sala de fácil acesso para quem tem locomoção reduzida, tradutor para quem não quiser utilizar os vídeos com a narrativa em libras e tempo adicional de prova.

Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Fonte: O Globo

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *