Display tátil permite que cegos sintam fogos de artifício

O projeto Feeling Fireworks, da Disney Research, permite que pessoas com deficiência visual vivam a experiência da queima de fogos de maneira tátil

Foto de uma jovem mulher de olhos fechados, sorrindo. Sua mãe direita erguida está erguida e exibe projeções de fogos de artifício saindo da palma
Compartilhe:

A Disney Research é o braço da casa do Mickey, responsável pelo desenvolvimento de produtos e tecnologias que podem ou ser incorporadas em suas soluções, como disponibilizadas para outros. Há um consenso que seus cientistas são um pouco bruxos: eles já apresentaram projetos como técnicas revolucionárias para a criação de CGIs com gelo, água ou ressuscitação de atores falecidos, já brincaram com robótica, animatrônicos, drones, edição de vídeo e áudio, redes neurais e reconhecimento facial.

A diferença da Disney Research para outros institutos é que não importa se a pesquisa envolve high ou low tech, o importante é apresentar resultados que causem impacto nas pessoas que virão a consumir tais produtos. Em seu mais recente projeto, apresentado em parceria com a ETH Zurich, a organização traz um display tátil que permite a deficientes visuais de diversos graus, desde os com visão reduzida aos completamente cegos possam apreciar algo tão simples como… fogos de artifício.

Quem já foi à Disneyworld sabe que o show de fogos que encerra os eventos do parque todas as noites é um espetáculo e tanto, mas essencialmente visual. Assim nasce o projeto Feeling Fireworks, uma série de jatos de água esguichados contra uma tela flexível, que retornam feedback háptico programado. Desta forma, cegos e pessoas com baixa visão podem utilizar as mãos para sentir através do tato o que está acontecendo nos céus.

O estudo da Disney Research demonstra que os efeitos psicológicos nos usuários é o mesmo tanto para quem teve contato com os fogos de artifício com os olhos quanto pelo tato.

Além disso, o projeto como um todo é muito barato e completamente escalável. Logo é possível instalar telões táteis enormes nos parques da Disney permitindo que todos, sem exceção possam apreciar o evento sem intermediários.

O vídeo demonstra a experiência, com duas moças com deficiência visual tateando o dispositivo que emula a queima de fogos. Confira:

Fonte: Meio Bit

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *