Seminário discute diversidade e inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho

“Cota não é esmola, é direito”, afirma antropóloga durante seminário sobre mercado de trabalho para pessoas com deficiência

Em fundo roxo, ícone que representa um crachá de uma empresa
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Em 6 de dezembro, foi realizado o seminário “Diversidade e Inclusão no Trabalho”, organizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo do Estado de São Paulo. O evento ficou marcado pela ideia de que as cotas nas empresas não são um favor que se faz à pessoa com deficiência.

“Cota não é esmola, é direito”, afirmou a antropóloga Adriana Dias em roda de debate com o coreógrafo e dançarino Eduardo Oliveira, a consultora Laila Sankari e o fotógrafo João Maia. Para ela, a pessoa com deficiência não parece atrair a atenção necessária de empresas e instituições, e sua contratação, quando ocorre, é vista como obrigação ou favor.

Durante a conversa, os participantes falaram sobre suas trajetórias profissionais e outros temas, como impactos das reformas nos direitos das pessoas com deficiência, lugar de fala e discriminação. Embora existam leis que proíbem discriminação e asseguram igualdade de oportunidades, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda é um tabu.

“A Lei de Cotas tem mais de 25 anos, e mesmo assim ainda não é cumprida”, disse o vice procurador-chefe do MPT em São Paulo Wiliam Bedone na mesa de abertura. Ele ressalta que existe uma distância entre a letra da lei e a realidade, e que a discriminação começa logo na infância – por isso seriam necessárias políticas públicas com maior abrangência para que a legislação fosse cumprida. Valdirene de Assis, representante nacional da Coordigualdade, reforçou que não se pode buscar apenas o preenchimento da cota, e sim a inclusão efetiva.

Campanha “Não há limites para o trabalho digno”

No evento também foi lançada a campanha de vídeos “Não há limites para o trabalho digno”, séria que apresenta diversas pessoas com deficiência falando de seu cotidiano, desafios e vitórias. Os vídeos foram produzidos por meio de parceria entre MPT e OIT, com recursos de multas contra empresas que cometeram irregularidades trabalhistas, direcionados pela procuradora Elisiane dos Santos, que atuou nas investigações.

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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