Bienal do Livro de São Paulo traz livros, recursos e atividades para pessoas com deficiência

Evento acontece de 3 a 12 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi

Foto de livros empilhados sobre uma textura que imita madeira
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A 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que vai de 3 a 12 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, divulga uma série de livros, publicações e iniciativas para promover a acessibilidade e a inclusão de pessoas com deficiência.

O Pavilhão de Exposições do Anhembi fica na Avenida Olavo Fontoura, nº 1.209, em Santana, na zona norte da capital paulista. Pessoas com deficiência e um acompanhante (caso seja necessário) pagam meia entrada.

A seguir, confira algumas das novidades:

ONG Mais Diferenças
No estande da ONG Mais Diferenças, obras de literatura juvenil têm legenda e narração em português, interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais), audiodescrição, leitura fácil, animações e trilhas sonoras exclusivas. Todas têm acesso gratuito pelo site do Centro de Tecnologia e Inovação.

Alguns nomes das publicações: A Bolsa Amarela (Lygia Bojunga), Bem do Seu Tamanho (Ana Maria Machado, A Volta ao Mundo em 80 Dias e Frritt-Flacc (Júlio Verne), Peter Pan (J. M. Barrie), Sei por Ouvir Dizer (Bartolomeu Campos de Queiros), Uma Nova Amiga (Lia Crespo), Serei Sereia (Kely Castro), O Discurso do Urso (Julio Cortazar) e O Menino no Espelho (Fernando Sabino).

OrCam MyEye
OrCam MyEye é um equipamento para pessoas com deficiência visual que pode ser testado durante o evento. O dispositivo de origem israelense transfere para áudio qualquer conteúdo (em português, inglês e espanhol) digital ou impresso em livros, jornais, revistas, placas, anúncios e embalagens.

Funciona a partir de uma câmera inteligente, acoplada na armação dos óculos, que reconhece informações e até rostos cadastrados. É indicado para pessoas com deficiência visual, intelectual, dislexia e até para quem tem TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

A tecnologia poderá ser testada no estande da Prefeitura de São Paulo, que adquiriu 15 unidades para uso em 12 bibliotecas públicas da cidade. O jornalista e escritor Lucas Borba, que é cego, vai usar o equipamento para contar histórias infantis.

Audiolivros
Nos totens interativos da Ubook, parceira da CBL, visitantes podem ouvir mais de dez mil títulos. A empresa tem assinatura para acesso a audiolivros em smartphones, tablets e web.

Autores
O escritor carioca Carlos Eduardo Pereira, autor de ‘Enquanto os Dentes’, participa da mesa de debate ‘Realidade como inspiração’ no dia 8 de agosto, a partir das 15h, no espaço Salão de Ideias. Pereira usa uma cadeira de rodas e expressa em sua obra de ficção as observações de quem circula por metrópoles sem acessibilidade.

A escritora e jornalista Kareemi, autora de ‘Viva com Leveza’, participa do Espaço do Saber, no dia 3 de agosto, às 14h. Ela conta em seu blog situações do cotidiano e sua jornada de transformação após o acidente que causou na amputação de seu braço direito.

Ricky Ribeiro, fundador do portal Mobilize Brasil, que narra sua convivência com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), lança na bienal seu novo livro, ‘Movido pela Mente’ (Editora Mobilize), onde narra sua trajetória para melhorar a mobilidade urbana, e autografa a obra no dia 5 de agosto, das 10h às 13h, no estande da Lura Editorial.

Libras
Nas duas praças do BiblioSesc haverá sarau, espetáculos de música e literatura. Nos dias 4 de agosto, na Praça da Palavra, e no dia 11 de agosto, na Praça de Histórias, sempre às 11h, Mirela Estelles e Amarilis Reto vão narrar, simultaneamente, histórias em português e na Língua Brasileira de Sinais.

Microsoft
Pela primeira vez, a gigante de tecnologia participa da Bienal do Livro de São Paulo. A empresa vai mostrar na prática – em todos os dias do evento, sempre às 13h – como tecnologia e acessibilidade promovem educação de qualidade, aprendizagem personalizada e inclusiva para estudantes com deficiência dentro e fora da sala de aula.

 

Crédito da imagem: monticelllo – iStock

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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