UFMG promove evento sobre inclusão de pcds por meio da arte e educação

Relação entre arte, educação e diferença orienta reflexões de evento no campus Pampulha

Foto em preto de branco de uma oficina de dança com pessoas de diversas idades
Compartilhe:

Confira a notícia de Cláudia Amorim, publicada no site da Universidade Federal de Minas de Gerais sobre programação cultural inclusiva:

As artes são capazes de acolher, estimular e desenvolver pessoas com deficiência. Com base nessa premissa, o Projeto Arte e Diferença da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promove o 1º Encontro corpos mistos e o 2º Congresso autismo, dança e educação. As atividades acontecem de 11 a 14 de setembro, no campus Pampulha.

O evento pretende, com base em abordagem ética, política e estética, discutir o tripé arte-educação-diferença. Para isso, serão criados espaços para promover trocas de experiências e reflexões acerca da singularidade de cada sujeito, sua inclusão e as implicações na prática docente.

“É uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e reflexões a respeito das nossas vivências, de como pensamos e lidamos com a questão da diferença e a correta interpretação do termo ‘inclusão’”, afirma a professora Anamaria Fernandes, da Escola de Belas Artes (EBA), uma das coordenadoras do evento. Segundo ela, a troca de experiências entre professores, artistas, pesquisadores, alunos e demais participantes propiciará a construção de conhecimento a respeito da união entre a arte e a educação em favor das pessoas com deficiência (PCDs).

A professora Mônica Maria Farid Rahme, da Faculdade de Educação, também coordenadora do evento, explica que a parceria entre educação e arte “permite que as pessoas descubram suas potencialidades desconhecidas. Desta forma, é possível que elas desenvolvam uma série de habilidades”.

Na programação, estão previstas apresentações artísticas, oficinas e discussões temáticas, como as mesas-redondas Inclusão em debate, Entrelaçamentos éticos e estéticos da diferença e Autismo, arte e educação. Entre as várias oficinas, abertas a pessoas com ou sem deficiências, destaque para Dança improvisação, ministrada por Oscar Capucho, da Cia Ananda, que será realizada sem o uso da visão, e Slam do corpo, direcionada à comunidade surda, ministrada por Leonardo Castilho, diretor de cultura da Associação de Surdos de São Paulo e educador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

“As oficinas vão demonstrar a possibilidade de se trabalhar ‘com’ – e não ‘para’ – as pessoas com deficiências”, afirma a professora Anamaria. “O ‘trabalhar com’ faz com que a dança deixe de lado o objetivo de ‘normatizar’ as pessoas. Seu processo criativo leva em conta diferenças e singularidades.”

A respeito do transtorno do espectro autista, a professora da EBA explica que o autista têm uma relação específica com o próprio corpo e uma forma peculiar de interagir com o mundo. “Com a dança, o autista desenvolve a capacidade de trabalhar em grupo. Trata-se de diálogo entre o singular e o coletivo”, explica.

O evento contará com a participação de Gabriel Almeida Nogueira, primeiro aluno com síndrome de Down a concluir um curso de graduação na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel); Adriana Ferreira Bonfatti, professora que coordena o projeto de extensão Oficina de teatro circulando – Ateliê de teatro para jovens com transtornos mentais da Unirio; Adriana Borges, professora de Políticas Públicas de Educação Especial e Inclusiva da Faculdade de Educação da UFMG; Dudu do Cavaco, primeiro músico com Down a gravar DVD e CD no Brasil; José Tonezzi, membro do grupo de pesquisa Cognição, Interação e Significação (Cogites), da Universidade de Campinas (Unicamp), e coordenador do grupo de pesquisa Teatro: Tradição e Contemporaneidade, da Universidade Federal da Paraíba, entre outros.

O encontro é destinado a artistas, educadores, pesquisadores, familiares, profissionais da saúde e demais interessados no tema. Suas atividades ocorrerão no auditório da Escola de Belas Artes (EBA) e no Teatro Universitário (TU), campus Pampulha. As inscrições devem ser realizadas no site do evento. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail congresso.autismodancaeducacao@gmail.com.

Por Cláudia Amorim*
Fonte: Portal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *